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Kate Winslet diz que teve telefone grampeado após sucesso de Titanic

Atriz afirmou que foi perseguida por paparazzi, teve o telefone grampeado e viveu um período de medo após o sucesso mundial de Titanic

Kate Winslet participa da exibição de “Goodbye June”, da Netflix / Créditos: Getty Images

Kate Winslet pode até ter tido a carreira alavancada após o sucesso de Titanic (1997), mas a fama trouxe consequências que marcaram um período traumático de sua vida. Durante participação no programa Desert Island Discs, da BBC Radio 4, a atriz relembrou ter sido perseguida por paparazzi e ter o telefone grampeado.

A atriz também admitiu que não queria ser famosa. Segundo Winslet, essa é uma verdade, ainda que possa parecer bobagem, já que “não é necessariamente um caminho fácil de trilhar”, além de exigir a necessidade de manter a sanidade e a preservação da própria identidade. Ela afirmou ainda que seu mundo virou de cabeça para baixo após Titanic e que, embora tenha muito a agradecer e considere a experiência do filme incrível, não estava preparada para esse universo.

Pressão sobre o corpo

Durante a entrevista, Winslet relatou que não estava bem mentalmente em relação ao próprio corpo, mesmo com o diretor James Cameron a encorajando a desenvolver um nível mais alto de resistência física durante as filmagens. Ainda assim, a atriz afirmou que mesmo que nunca mais teve um personal trainer como naquela época, destacou que a disciplina adquirida naquele período foi algo positivo.

À época, Winslet havia acabado de completar 21 anos e imaginava que, após as filmagens de Titanic, sua vida poderia voltar ao “normal”. No entanto, não foi o que aconteceu. Pouco depois, a imprensa britânica passou a colocá-la na mira, segundo informações repercutidas pelo portal Terra.

Perseguição da imprensa

Segundo Winslet, o assédio da imprensa britânica se manifestava de forma constante e invasiva. A atriz afirmou que era alvo de xingamentos e abordagens agressivas no cotidiano.

Começaram a me xingar com nomes horríveis, terríveis, na verdade, abusivos”, disse a atriz. “Entravam nas lojas e perguntavam aos lojistas o que eu tinha comprado. Reviravam minhas lixeiras em busca de recibos para descobrir que dieta eu estava ou não fazendo. Foi uma vergonha e uma humilhação completa. E graças a Deus eles não fazem mais isso.”

A atriz afirmou ainda que o período foi extremamente difícil e que sentia não conseguir andar na rua sem se ver nas capas de jornais e revistas. Winslet também revelou que teve o telefone grampeado e relembrou que vivia com pavor de dormir.

Apesar do sucesso de Titanic, Winslet disse que conseguiu lidar com a pressão graças ao apoio de amigos próximos e de alguns vizinhos, que a ajudaram a se proteger da perseguição dos paparazzi. Segundo ela, contar com alguém cuidando de sua segurança foi fundamental naquele período.

Mais tarde, a atriz relembrou que a atenção da imprensa voltou a se intensificar após seu divórcio do cineasta Sam Mendes, em 2010. Na época, ela afirmou ter sido seguida por paparazzi em Nova York enquanto estava com os dois filhos pequenos.

Por fim, Winslet comentou que sua estreia na direção, “Adeus, June”, chega à Netflix em 24 de dezembro. O filme de temática natalina foi escrito por seu filho, Joe Anders, e conta com um elenco que inclui Toni Collette, Johnny Flynn, Andrea Riseborough, Timothy Spall, Helen Mirren e a própria atriz.