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Greve de funcionários interrompe funcionamento do Museu do Louvre

Funcionários paralisaram as atividades nesta segunda-feira, 15, em Paris, em protesto por melhores salários e condições de trabalho no museu

Museu do Louvre / Créditos: Getty Images

Esta segunda-feira, 15, começou agitada no Museu do Louvre. Funcionários votaram a favor de uma greve, reivindicando melhores salários e condições de trabalho. Com isso, o museu teve seu funcionamento interrompido, afetando milhares de visitantes do museu mais visitado do mundo.

O anúncio da paralisação foi feito por representantes sindicais e, segundo informações repercutidas pela CNN Brasil, a greve recebeu o apoio de 400 trabalhadores. O museu vem passando por momentos difíceis nos últimos meses, desde que um roubo de joias ocorreu em outubro, com o valor dos artefatos levados estimado em 88 milhões de euros (cerca de R$ 560 milhões).

Crise recente

Recentemente, também repercutiram problemas de segurança e de infraestrutura no museu, como um vazamento de água que danificou livros antigos do acervo. Agora, a greve convocada pelos sindicatos CFDT, CGT e Sud ocorre em meio a diversos relatos de funcionários, que descrevem condições de trabalho cada vez mais precárias e falta de pessoal suficiente.

No aviso de greve, os sindicatos também afirmaram que os funcionários vêm enfrentando uma carga de trabalho cada vez maior. Além disso, relatam falhas de comunicação, com “instruções contraditórias” que estariam dificultando o cumprimento adequado de suas funções. Em seu site, o Louvre informou que o museu permanece fechado em decorrência da greve dos funcionários.

Reivindicações

Entre as solicitações dos sindicatos estão a contratação de mais funcionários permanentes, com destaque para as áreas de segurança e atendimento ao público, além da melhoria das condições de trabalho. Os sindicatos também afirmam ser contrários ao aumento de 45% no preço dos ingressos para turistas de fora da União Europeia.

A medida, planejada para 14 de janeiro de 2026, tem como objetivo arrecadar mais recursos para financiar as obras de reforma do museu, que recebe cerca de 30 mil visitantes por dia. Nos últimos meses, o museu tem passado por sucessivos episódios de tensão envolvendo segurança, infraestrutura e condições de trabalho dos funcionários.