Homem fica preso por horas em areia movediça sob temperatura congelante nos EUA
Trilheiro experiente acabou ficando preso em areia movediça no Parque Nacional Arches, localizado em Moab, Utah; caso se deu no último domingo, 7

Um trilheiro experiente enfrentou uma situação alarmante ao ficar preso em areia movediça por mais de duas horas durante sua exploração solo no Parque Nacional Arches, localizado em Moab, Utah, Estados Unidos. O caso se deu no último domingo, 7, em meio a condições climáticas severas. Nesta época do ano, as temperaturas podem atingir até 6 graus negativos na região.
Austin Dirks, que explorava um cânion do parque na manhã do incidente, encontrou-se em apuros quando sua perna esquerda afundou subitamente. Em entrevista à Fox13, ele revelou que antes de sua aventura, considerava a areia movediça algo mais ligado ao folclore do que à realidade. Para seu desespero, era bem real.
“Consegui puxar a perna e então transferi todo o meu peso para o pé direito. E afundei até o joelho. Parecia que eu tinha pisado em concreto, e então a areia endureceu ao redor da minha perna. Eu não conseguia movê-la nem um milímetro”, disse o trilheiro, segundo o portal Extra.
Diante da impossibilidade de se libertar sozinho, Austin utilizou um dispositivo de comunicação via satélite GPS para alertar as autoridades sobre sua localização. A equipe de Busca e Resgate do Condado de Grand foi acionada e chegou ao local com o auxílio de uma escada e pranchas de tração para veículos, permitindo que trabalhassem com segurança ao redor da área crítica.
“Não havia sol nenhum brilhando naquela área do cânion. Fiquei surpreso com o quão fria estava a temperatura ambiente”, disse o técnico de resgate Jake Blackwelder.
Situação rara
Felizmente, Austin saiu ileso da situação em questão. Casos de pessoas presas em areia movediça são relativamente incomuns; por exemplo, em fevereiro de 2019, uma equipe aérea do Departamento de Segurança Pública de Utah ajudou um homem em uma situação similar no Parque Nacional de Zion.
Após o resgate, Austin declarou: “Percebi que essa foi a vez em que cheguei mais perto da morte. Devo a eles (os socorristas) a minha vida”. Ele, no entanto, também fez uma observação interessante sobre a representação da areia movediça na mídia: “A forma como é retratada na TV não tem nada a ver com a vida real. O corpo humano é mais flutuante do que a areia movediça, então você nunca afunda acima da cabeça”.