Em seu diário, JFK refletiu sobre Hitler: ‘Tinha a essência da qual são feitas as lendas’
Enquanto ainda era jornalista, durante o fim da Segunda Guerra Mundial, John Kennedy fez reflexões sobre Hitler, a ONU e a Rússia em seu diário pessoal; confira!

John Fitzgerald Kennedy, antes de ser o 35º presidente dos Estados Unidos ou até mesmo congressista, atuou como jornalista.
Em 1945, aos 28 anos, ele foi designado para fazer reportagens na Europa, enquanto o continente emergia, ainda incerto, da Segunda Guerra Mundial.
JFK viajou ao lado de Winston Churchill e outros líderes mundiais, enquanto observava a destruição causada pelo conflito. Kennedy também refletiu sobre a influência de Hitler e registrou seus pensamentos em um diário de 61 páginas.
Seus escritos foram leiloados, em 2017, por mais de 700 mil dólares. O diário revela uma JFK profético e um tanto quanto controverso, explica Deidre Henderson, a quem Kennedy deu o diário quando ela trabalhava em seu escritório de campanha.
O que é notável é o que ele previu sobre o futuro de um mundo que ele lideraria 16 anos depois”, repercute o All That Interesting. Mas o que John Kennedy disse em seu diário?
O jovem Kennedy
Naquela época, JFK havia recém retornado do serviço militar na Marinha. Seu pai, Joe Kennedy, era amigo íntimo do magnata da mídia William Randolph Hearst, que deu o emprego a John.
Joe estava determinado a fazer de seu filho mais velho sobrevivente — visto que Joseph P. Kennedy Jr. havia morrido em combate na 2ª Guerra — se tornar presidente do país.
Assim, imaginou que o jornalismo seria uma maneira de mantê-lo em evidência e em contato com pessoas poderosas.
Reflexões de JFK
Entre as reflexões mais interessantes escritas em seu diário, JFK discorre sobre Hitler.
“É fácil entender como, dentro de alguns anos, Hitler emergirá do ódio que o cerca atualmente como uma das figuras mais importantes que já viveram”, escreveu ele ao participar da Conferência de Potsdam, na Alemanha.
Ele tinha uma ambição ilimitada pelo seu país, o que o tornava uma ameaça à paz mundial, mas havia nele um mistério, tanto na forma como viveu quanto na maneira como morreu, que permanecerá vivo e crescerá após sua morte”, continuou. “Ele tinha em si a essência da qual são feitas as lendas.”
Henderson, porém, saliente que Kennedy não admirava o líder nazista. “Ele estava falando sobre o mistério que o cercava, não sobre o mal que demonstrava ao mundo. Em nenhum lugar do diário, ou em qualquer um de seus escritos, há qualquer indicação de simpatia pelos crimes ou causas nazistas”
Ao caminhar por Berlim, Kennedy observou as consequências revoltantes. “Em algumas ruas, o fedor — adocicado e nauseante, proveniente de cadáveres — é insuportável”, escreveu ele em uma página.
Conspiração
No seu diário, John Kennedy também levantou uma teoria da conspiração de que o ditador ainda estaria vivo.
Não há provas conclusivas… de que o corpo encontrado seja o de Hitler”, escreveu ele. “Os russos duvidam que ele esteja morto.”
A clara compreensão que Kennedy tinha da política internacional e da diplomacia era evidente em suas reflexões. Entre outras coisas, ele escreveu sobre a provável ineficácia da então recém-criada Organização das Nações Unidas em dissuadir guerras e percebeu a importância do envolvimento dos EUA no exterior para impedir que a Rússia acumulasse muito poder.