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Golfinhos usam ‘chapéus’ de esponja para flertar com fêmeas na Austrália

Comportamento raro registrado na costa norte da Austrália Ocidental intriga cientistas e pode estar ligada ao período de cortejo entre golfinhos-jubarte

Golfinhos-jubarte australianos com esponja marinha sobre a cabeça (Sousa sahulensis) / Créditos: @waparkswildlife via Instagram

Que os golfinhos são animais encantadores nós já sabemos, mas um comportamento inusitado vem chamando a atenção de pesquisadores na costa norte da Austrália Ocidental.

Em imagens registradas pelo Departamento de Biodiversidade, Conservação e Atrações (DBCA), é possível ver golfinhos-jubarte machos nadando com esponjas marinhas sobre a cabeça, como se estivessem usando chapéus coloridos.

Em publicação no Instagram, o DBCA afirma que esse comportamento funciona como um tipo de cortejo às fêmeas —“algo parecido com oferecer um buquê de flores”, segundo a equipe.

Gesto pode indicar cortejo

Além da aparência curiosa das imagens, o DBCA destaca que o uso das esponjas parece ter relação direta com o comportamento de cortejo, já que os registros mostram os machos realizando a exibição quando há fêmeas por perto. Para os pesquisadores, a forma como os animais equilibram o objeto na cabeça funciona como um gesto simbólico, semelhante a oferecer algo durante a aproximação.

As esponjas têm formatos, tamanhos e cores diferentes, mas tudo parece acontecer apenas nessa região específica”, disse bióloga marinha Holly Raudino para a ABC News.

Pesquisadores seguem monitorando

As equipes explicam que o registro ajuda a entender como esses golfinhos se comportam socialmente na região. O órgão afirma que continua monitorando a população local justamente para identificar com mais clareza quando esse tipo de gesto ocorre e qual o papel que ele desempenha nas interações entre os animais.

Segundo o departamento, as imagens vêm contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a população local, já que ainda não há uma interpretação definitiva para o uso das esponjas. O órgão afirma que continua acompanhando os grupos da área para identificar em quais circunstâncias o gesto ocorre e qual o significado exato dentro do período de cortejo.

Enquanto isso, as cenas seguem chamando atenção também nas redes sociais, onde a publicação do DBCA despertou curiosidade pela criatividade dos ‘chapéus’ improvisados, resumindo em um comportamento raro e ainda cercado de dúvidas entre os pesquisadores e observadores da região.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli