Justiça reduz pena de Robinho em 69 dias, em Tremembé
Ex-jogador, condenado a nove anos por estupro coletivo, teve benefício concedido após comprovar participação em cursos, estudos e leitura

A Justiça de São Paulo decidiu reduzir em 69 dias a pena de prisão do ex-jogador Robinho, que cumpre sentença de nove anos por estupro coletivo na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé — conhecida como o “presídio dos famosos”.
A decisão, publicada no fim de outubro, levou em conta a participação do ex-atleta em atividades de estudo e leitura dentro da unidade prisional.
De acordo com o processo, Robinho teve 49 dias remidos por ter concluído 464 horas de estudos do Ensino Médio e 11 cursos profissionalizantes, e mais 20 dias pela leitura de cinco livros, conforme previsto na Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deu aval às remições. O documento, no entanto, não especifica quais cursos foram realizados nem os títulos das obras lidas.
Essa não é a primeira vez que o ex-jogador tenta reduzir o tempo de prisão. No início de 2024, Robinho já havia solicitado abatimento de pena após concluir um curso de “Eletrônica Básica, Rádio e TV”, oferecido pela Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimental (Funap), que atua na ressocialização de detentos por meio de educação e qualificação profissional.
Prisão
Preso desde 22 de março de 2024, Robinho divide uma cela de 2 por 4 metros com outro preso no pavilhão destinado a condenados por crimes de grande repercussão. Segundo a Lei de Execuções Penais, ele deverá cumprir pelo menos 40% da pena em regime fechado, o que significa que só poderá pedir progressão ao semiaberto por volta de 2027.
Na semana passada, Robinho e o empresário Thiago Brennand apareceram em um vídeo divulgado pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, negando privilégios dentro do presídio. “Sou tratado da mesma forma que todos os reeducandos. Nunca teve nenhum tipo de briga, estou aqui há um ano e meio e nunca vi confusão nem nos jogos de futebol”, disse o ex-jogador.
Segundo o G1, a defesa de Robinho também tentou transferi-lo para um dos Centros de Ressocialização de Bragança Paulista, Limeira ou Rio Claro, alegando boa conduta e ausência de faltas disciplinares, mas o pedido foi negado pela Justiça.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli