Rei Charles coloca à venda pintura feita durante crise com Diana
Litografia de aquarela pintada em 1995, um dos anos mais turbulentos do casamento real, será vendida por quase US$ 4 mil (R$ 21 mil)

O rei Charles III está colocando à venda uma pintura que ele próprio fez em 1995, durante um dos períodos mais conturbados de seu casamento com a falecida princesa Diana.
A obra, intitulada “Highgrove House – Uma Vista do Prado de Flores Silvestres”, retrata o campo florido da residência rural do rei, Highgrove House, com a casa ao fundo.
A litografia de edição limitada foi anunciada em 4 de novembro pela loja oficial de Highgrove Gardens. A peça, assinada pelo monarca e vendida por US$ 3.882, faz parte de uma série exclusiva de cem cópias disponíveis para pré-encomenda.
Todo o lucro será revertido à Fundação do Rei, instituição de caridade dedicada à sustentabilidade e ao desenvolvimento de jovens.
Charles, hoje com 76 anos, é um artista amador apaixonado por aquarelas. Ele pintou a obra em um momento de grande instabilidade pessoal, quando ainda era Príncipe de Gales e vivia separado de Diana.
A pintura oferece um vislumbre íntimo de seu refúgio em Highgrove, adquirido em 1980 e transformado em um oásis de tranquilidade em meio às pressões da vida pública.
Episódio dramático
O ano de 1995 ficou marcado por um dos episódios mais dramáticos da história recente da monarquia britânica. Naquele período, Diana concedeu uma entrevista ao programa Panorama, da BBC, na qual afirmou:
Éramos três neste casamento, então estava um pouco cheio” — uma referência ao relacionamento extraconjugal de Charles com Camilla Parker Bowles, hoje rainha consorte.
Segundo o ‘PEOPLE’, a entrevista teve repercussão mundial e acelerou o fim do casamento real. Pouco depois, em dezembro de 1995, a rainha Elizabeth II interveio pessoalmente, enviando cartas a Charles e Diana pedindo que se divorciassem. A separação foi formalizada em agosto de 1996, encerrando oficialmente a união iniciada em 1981, no chamado “casamento do século”.
Diana morreria tragicamente em 1997, aos 36 anos, em um acidente de carro em Paris, deixando os filhos William e Harry ainda jovens. Anos depois, ambos prestaram homenagem à mãe, dando às filhas — princesa Charlotte e princesa Lilibet — o nome Diana como segundo nome.
Agora, quase três décadas depois, a pintura que o rei criou em meio ao caos conjugal se transforma em um símbolo de introspecção e renovação, refletindo a busca de Charles por paz em tempos de crise — uma busca que, em suas pinceladas suaves e tons de serenidade, ainda ecoa na história da monarquia britânica.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli