Bairro de São Paulo entra para lista de 25 melhores destinos turísticos do mundo
Saiba qual bairro da cidade de São Paulo figura entre os principais destinos turísticos em lista elaborada por renomado guia de viagens

Localizado no centro da cidade de São Paulo, o bairro da Liberdade foi listado recentemente como um dos 25 melhores destinos mundiais para visitação em 2026, segundo o ranking Best in Travel 2026, publicado pela Lonely Planet, reconhecida editora de guias e revistas de turismo. Este levantamento inclui uma diversidade de localidades e experiências ao redor do mundo e a Liberdade se destaca por ser o único representante brasileiro na categoria de “melhores destinos”.
De acordo com informações do portal de notícias G1, o bairro é elogiado especialmente por seu papel como um ponto de encontro cultural e gastronômico. Reconhecido como a maior comunidade japonesa fora do Japão, a Liberdade exibe uma rica herança asiática, com ruas adornadas por lanternas típicas que atraem tanto os moradores locais quanto os turistas. A fama do local se deve à ampla oferta de comércio, feiras e restaurantes que servem pratos orientais variados.
Capela dos Aflitos
A publicação da Lonely Planet também enfatiza a importância histórica da região, mencionando a Capela dos Aflitos, construída em 1779 no final da Rua dos Aflitos. Antes conhecida como Largo da Forca, era o local onde se realizavam execuções de escravizados fugitivos e outros condenados até o século 19.
Em novembro do ano passado, a Prefeitura de São Paulo retirou as tradicionais luminárias japonesas da rua em questão. A mudança atendeu a pedidos de grupos ligados ao movimento negro. Segundo a Associação Amigos da Capela, a alteração — resultado de um esforço de seis anos — integra o projeto Ruas Abertas, que busca dar maior visibilidade à Capela dos Aflitos, patrimônio histórico tombado. As antigas luminárias foram substituídas por iluminação de LED, enquanto o restante do bairro manteve os postes de estilo asiático.
Ao g1, a administração municipal explicou que essa mudança, ocorrida em 18 de novembro, foi realizada para “equilibrar o respeito às diferentes camadas históricas e culturais presentes no bairro” além de possibilitar que a “memória de cada grupo seja adequadamente representada”.