Príncipe Andrew: o motivo que levou à renúncia da realeza
Príncipe britânico decidiu deixar de usar seus títulos oficiais — incluindo o de Duque de York — em meio a revelações que reacendem escândalos

O Príncipe Andrew anunciou que não usará mais seus títulos reais e honrarias, como o de Duque de York, após discussões com seu irmão, o Rei Charles III, e outros membros da família real. Embora ele tecnicamente continue a deter esses títulos — que só podem ser revogados por lei no Parlamento —, a decisão marca uma mudança formal em seu papel público.
Em um comunicado divulgado no Palácio de Buckingham, Andrew afirmou que as contínuas acusações contra ele distraem “o trabalho de Sua Majestade e da família real”. Ele reafirmou que, apesar de negar veementemente as acusações, decidiu dar “um passo adiante” em sua atuação pública, enfatizando que está colocando “o dever para com minha família e meu país em primeiro lugar”.
Príncipe polêmico
A decisão acontece em um momento delicado para o príncipe, cuja imagem pública vem sendo afetada há anos por seu relacionamento com Jeffrey Epstein, bem como por recentes relatos envolvendo reuniões com um oficial chinês ligado a investigações de espionagem britânica. Também são citados em destaque os trechos do livro póstumo de Virginia Giuffre, que alega ter sido traficada por Epstein e obrigatoriamente envolvida com Andrew quando menor de idade — acusações que ele nega.
Andrew permanecerá, contudo, como príncipe hereditário e continua, segundo fonte oficial, oitavo na linha de sucessão ao trono. Sua ex-esposa, Sarah Ferguson, perderá o uso do título de Duquesa de York, mas as filhas do casal — Princesa Beatrice e Princesa Eugenie — manterão seus status reais.
A medida foi recebida como um passo importante no reordenamento da imagem pública da monarquia, embora analistas apontem que se trata mais de um “retirada funcional” do que de uma sanção formal que remove os títulos de fato.