O misterioso desaparecimento de Daylenn Pua na ‘Escadaria para o Céu’ no Havaí
Em 2015, jovem de 18 anos resolvei se aventurar pela escadaria de metal de 3.922 degraus e que está fechada desde 1987, seu sumiõ, porém, jamais foi esclarecido

Há cerca de uma década, o adolescente Daylenn Pua desapareceu enquanto tentava conquistar a proibida “Stairway to Heaven” — nome dado à trilha das escadarias proibidas de Haiku, no Havaí.
No dia 26 de fevereiro de 2015, o jovem de 18 anos esperava chegar à Escadaria Haiku de Oahu, também conhecida como “Escadaria para o Céu”. Instalada nas montanhas, a escadaria de metal tem 3.922 degraus e está fechada desde 1987. Apesar disso, a trilha ainda é um destino popular para visitantes e aventureiros.
Apesar do jovem viver na Ilha Grande do Havaí, ele foi até Oahu visitar sua avó. Aproveitando a estadia na região, decidiu que encararia o desafio. Apesar de nunca mais ser visto desde então, muitas dúvidas ainda permanecem sobre seu caso.
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Em busca de aventura
Estudante do ensino médio, Daylenn “Moke” Pua vivia no Havaí. Um entre sete irmãos, era descrito por seus familiares como uma pessoa aventureira, que também gostava de cantar e de dançar hula.
Em fevereiro, enquanto visitava sua avó, decidiu tentar conquistar a infame Escadaria Haiku, apesar dos alertas que recebeu da familiar: “Eu disse ao meu neto que ela está fechada. Eles não estão deixando ninguém escalar aquela montanha. Saiu no noticiário e eu contei isso a ele”, recordou ao KHON2.
A Escadaria Haiku (popularmente chamada de Escadaria para o Céu), é famosa por oferecer uma vista espetacular de Oahu. A trilha foi construída em 1924, para servir de estação de rádio naval dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Por décadas, ela atraiu inúmeros aventureiros devido às belas vistas — e também ao perigo e desafio.
Porém, como recorda o All That Interesting, em 1987, a escadaria foi fechada por riscos à segurança. No começo dos anos 2000, até existiram conversas para reabrir a trilha, mas isso jamais aconteceu. Mesmo com as proibições, turistas curiosos continuaram se aventurando por lá.
A trilha
Um dia antes de sua jornada, Pua publicou em sua página do Facebook seus planos, empolgado para a desafiadora trilha. Apesar de alguém alertá-lo sobre a proibição, e que isso poderia desencadear uma multa, ele respondeu:
Sim, está fechada e sim, você pode levar uma multa, mas a multa não é tão grave assim!! Mas há outras maneiras de chegar às escadas sem infringir nenhuma lei.”

Outra pessoa falou sobre um deslizamento de terra que aconteceu perto da escadaria no início do mês, mas o jovem respondeu que tomaria um caminho diferente e que teria cuidado.
A trilha alternativa leva os aventureiros pelo Vale Moanalua, subindo a mesma montanha, só que pelo outro lado. A subida, porém, pode ser ainda mais perigosa que a trilha tradicional.
Em 26 de fevereiro de 2015, Pua fez sua última postagem pública em sua página do Facebook, afirmando: “E a caminhada começa”. Às 6 horas da manhã, ele começou o trajeto.
Pua chegou a enviar algumas fotos de sua jornada para amigos e familiares enquanto caminhava, mas as fotos acabaram parando de chegar. E no dia seguinte, ele foi dado como desaparecido.
As buscas
Com isso, o Corpo de Bombeiros de Honolulu passou a tratar o caso como um sumiço de Daylenn Pua e iniciou uma busca extensiva por três dias na trilha — e também ao redor da cordilheira Koolau e no Vale Moanalua.
As buscas contaram com a ajuda de bombeiros e investigadores, e também com o auxílio de um helicóptero. As investigações foram concentradas no perímetro onde o telefone do jovem apresentou seus últimos sinais; numa elevação ao longo da ilha. Mas não encontraram nada por lá.
Depois, as autoridades passaram a buscar por uma trilha que percorre toda a extensão da montanha Koolau. Infelizmente, Pua ainda não havia sido encontrado.
Quando a excursão planejada de três dias se aproximava do fim, dois excursionistas relataram ter ouvido um “pedido de socorro” perto do Vale Moanalua. O que fez com que as autoridades ampliassem as buscas.
A crista onde os caminhantes ouviram o grito de socorro tinha cerca de um metro de largura e apresentava declives acentuados. Um local extremamente perigoso. Apesar dos esforços, ele não foi localizado e tampouco foi encontrado sinais claros de que alguém tivesse caído ali recentemente.
Cinco dias depois do desaparecimento, os bombeiros encerraram as buscas. Ainda assim, diversos voluntários continuaram as investigações.
O mistério permanece
Apesar das buscas oficiais terem cessado, excursionistas, familiares, fotógrafos e operadores de drones continuaram o voluntariado. O trabalho incluía, também, captar imagens de alta resolução que pudessem examinar mais tarde em busca de pistas.
Porém, pouco se encontrou sobre uma possível pista. A grande questão sobre o desaparecimento surgiu como uma foto que o próprio Pua havia enviado aos familiares pouco antes de sumir.
Um registro das árvores mostrava uma figura misteriosa ao fundo, que se acredita ser um homem. A maior parte do corpo da figura estava coberta por galhos e folhas, mas a cabeça de uma pessoa podia ser vista acima do mato.

Após a descoberta, os parente do menino compartilharam a imagem com as autoridades, a imprensa e o público. Eles esperavam que alguém se apresentasse e soubesse de alguma coisa ou pudesse até mesmo identificar o homem. Mas isso não aconteceu.
Ainda não está claro quem era o homem ou se ele encontrou Pua antes do desaparecimento do adolescente. E embora os voluntários continuassem a busca por ele nas montanhas até abril, não encontraram nada.
Os parentes e amigos de Pua nunca deixaram de buscar respostas. A Busca e Resgate de Oahu também não o esqueceu, e seu caso às vezes é até reinvestigado durante as sessões de treinamento.