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Astrônomos caçam ‘Planeta 9’ escondido no Sistema Solar

Irregularidades na órbita de corpos do Cinturão de Kuiper levantam suspeita da existência de um planeta gigante ainda não observado

Representação artística do Sistema Solar - Domínio Público

Pode existir um planeta oculto no Sistema Solar — e vários astrônomos acreditam nessa possibilidade. Embora nunca tenha sido visto, o suposto “Planeta 9” estaria influenciando de forma misteriosa a órbita de planetas anões e rochas geladas no Cinturão de Kuiper, região localizada além de Netuno.

O que chama a atenção dos cientistas é que esses objetos não estão distribuídos de forma aleatória, mas se aglomeram em certas áreas, como se estivessem sob o efeito de uma grande força gravitacional invisível. Esse mesmo tipo de pista levou à descoberta de Netuno em 1846, por meio de cálculos antes da observação direta.

Agora, segundo o G1, telescópios de última geração e um novo observatório no Chile estão direcionando seus esforços para encontrar esse planeta hipotético. Caso seja confirmado, o “Planeta 9” pode revolucionar a compreensão do Sistema Solar e revelar que ainda há muito a ser descoberto no espaço que nos cerca.

Cinturão de Kuiper

O Cinturão de Kuiper é uma vasta região do Sistema Solar localizada além da órbita de Netuno, estendendo-se aproximadamente de 30 a 55 unidades astronômicas do Sol. Ele é composto principalmente por bilhões de pequenos corpos gelados, fragmentos remanescentes da formação do Sistema Solar há mais de 4,5 bilhões de anos. Esses objetos são ricos em gelo, metano, amônia e outros compostos voláteis, o que faz do cinturão uma verdadeira “zona congelada” na periferia do nosso sistema planetário.

Entre os corpos mais conhecidos do Cinturão de Kuiper está Plutão, que foi classificado como planeta anão em 2006, além de outros como Haumea, Makemake e Eris. Juntos, esses objetos ajudam os cientistas a compreender melhor como os planetas e satélites se formaram e evoluíram ao longo do tempo.

Uma característica intrigante do Cinturão é a forma como muitos desses objetos apresentam órbitas excêntricas ou agrupadas em determinadas regiões. Esse comportamento tem levantado hipóteses sobre a presença de um planeta ainda não observado, cuja gravidade poderia estar influenciando o movimento desses corpos.