‘Não estou aqui para substituir humanos’, diz ministra da Albânia gerada por IA
Ministra da Albânia gerada por inteligência artificial foi nomeada para supervisar todas as licitações de contratos públicos no país

A Albânia apresentou sua primeira ministra gerada por inteligência artificial, Diella, que discursou recentemente perante o Parlamento albanês. Durante sua fala, ela enfatizou que sua função não é substituir os seres humanos, mas sim oferecer suporte e assistência.
A nomeação de Diella, que ocorreu na semana passada sob a liderança do primeiro-ministro socialista Edi Rama, a torna responsável por supervisar todas as licitações de contratos públicos no país. O objetivo declarado é garantir que esses processos sejam completamente isentos de corrupção e que a transparência seja mantida em todos os níveis de uso de recursos públicos.
A luta contra a corrupção é uma questão central para a Albânia, especialmente considerando sua aspiração de se tornar membro da União Europeia até 2030. A administração de Rama acredita que uma abordagem inovadora como a introdução de uma ministra virtual pode reforçar os esforços nesse sentido.
Diella participou da sessão do Parlamento via videoconferência, onde discutiu o programa do governo. Embora não tenham sido divulgados detalhes sobre como seu discurso foi elaborado, ela fez questão de defender sua legitimidade frente às críticas.
“Alguns me chamaram de inconstitucional porque não sou um ser humano”, declarou Diella, cujo nome significa ‘sol’ em albanês, enquanto usava um traje tradicional do país. Segundo a AFP, ela argumentou que as verdadeiras ameaças às constituições não provêm das máquinas, mas das ações desumanas dos governantes.
Resistência
A nomeação da ministra gerada por inteligência artificial encontrou resistência significativa entre a oposição. Sali Berisha, ex-primeiro-ministro e líder da oposição, criticou abertamente a decisão. Ele sugeriu que a medida é meramente uma estratégia para atrair atenção e questionou a eficácia de Diella na luta contra a corrupção. “É impossível conter a corrupção com Diella. Quem vai controlar a Diella? Diella é inconstitucional”, disse Berisha, afirmando que seu partido planeja contestar a nomeação no Tribunal Constitucional.
Durante um discurso em que foi interrompido por vaias da oposição, Edi Rama conseguiu aprovar seu programa de governo, consolidando seu quarto mandato desde as eleições realizadas em maio.