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Submarino nazista naufragado recebe recriação em 3D; confira!

Em nova recriação em 3D, estrutura preservada do submarino U-670, que afundou em 1943 no Mar Báltico, é revelada em detalhes

Submarino nazista em reconstrução 3D / Crédito: Reprodução/Facebook/Bartłomiej Pitala

A tecnologia de fotogrametria tridimensional tem se mostrado uma ferramenta crucial na exploração e preservação de naufrágios, como o do submarino U-670, afundado em 1943 a uma profundidade de 80 metros no Mar Báltico.

Recentemente, um projeto de arqueologia subaquática conduziu a descobertas inéditas sobre o U-670, que pertence à classe VIIC e foi utilizado pela Kriegsmarine durante a Segunda Guerra Mundial. A pesquisa, divulgada pelo portal Heritage Daily, destaca o trabalho dos pesquisadores que, através de varreduras em 3D, conseguiram documentar com precisão o estado atual do submarino, situado próximo à península de Hel, no norte da Polônia.

O U-670 foi construído em Hamburgo, no estaleiro Howaldtswerke, e lançado ao mar em 1942 sob o comando do Oberleutnant zur See Guido Hyronimus. Com um deslocamento de 769 toneladas e 67,10 metros de comprimento, era equipado com dois motores diesel superalimentados Germaniawerft F46, que permitiam operar submerso por até 80 milhas náuticas e até 8.500 milhas náuticas em superfície, alcançando profundidades de até 230 metros.

Em uma tragédia ocorrida em 20 de agosto de 1943, durante um treinamento noturno, o submarino colidiu com o navio-alvo Bolkoburg. O impacto resultou no afundamento rápido do U-670 e na morte de 21 membros da tripulação.

O naufrágio foi identificado em 2013 e confirmado em 2015 após várias expedições de mergulho organizadas pela equipe da Baltictech. Em um recente mergulho realizado pelo mergulhador Bartłomiej Pitala, foram capturadas quase 10 mil imagens que possibilitaram a reconstrução digital do submarino, que pode ser acessada clicando aqui.

Parte da reconstrução 3D do submarino / Crédito: Reprodução/Facebook/Bartłomiej Pitala

Reconstrução

Pitala relatou em suas redes sociais que “a escotilha de carregamento de torpedos da proa está aberta, a extremidade da popa está faltando devido a uma colisão e a torre de comando está coberta de redes de pesca. A varredura levou 50 minutos de tempo de fundo, com um tempo total de mergulho superior a 3 horas”.

A fotogrametria 3D é uma técnica que utiliza a sobreposição de fotografias bidimensionais tiradas em diferentes ângulos para criar um modelo digital tridimensional preciso. Essa abordagem não só permite visualizar formas e escalas como também recriar texturas superficiais, transformando a documentação de naufrágios em uma ferramenta valiosa para a preservação histórica.

Após a remoção parcial das redes de pesca, foi possível identificar os periscópios do submarino e outros equipamentos como o visor UZO e uma antena radionamétrica circular. Essas descobertas adicionam camadas importantes ao conhecimento sobre os artefatos da Segunda Guerra Mundial.

O modelo digital do U-670 não apenas complementa os esforços internacionais voltados para a preservação dos restos de embarcações desse período histórico, mas também oferece um registro visual detalhado de um submarino que permaneceu praticamente intacto por mais de oito décadas em uma área estratégica do conflito.

Para mergulhadores e historiadores envolvidos neste projeto, cada detalhe emergente representa não apenas um feito arqueológico, mas também uma reconstituição das tragédias humanas ligadas ao conflito militar. Pitala afirmou: “No futuro, vamos definitivamente voltar ao U-boot para limpar completamente o quiosque da rede e ver o que mais pode ser descoberto nele.”

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.