Príncipe do Japão celebra maioridade em tradicional cerimônia em Tóquio
Segundo na linha de sucessão ao trono, o príncipe Hisahito celebrou sua maioridade em cerimônia oficial realizada no Palácio Imperial

O Japão celebra neste sábado, 6, a maioridade do príncipe Hisahito, sobrinho do imperador Naruhito, em uma cerimônia oficial realizada no Palácio Imperial, em Tóquio. Segundo na linha de sucessão ao trono, atrás apenas de seu pai, o príncipe recebeu, na ocasião, um gorro tradicional de seda preta e laca — símbolo de maturidade.
“Cumprirei com meus deveres, consciente de minhas responsabilidades como membro adulto da família imperial”, declarou Hisahito. Inicialmente, ele vestia um traje amarelo reservado a menores de 18 anos, mas, diante do imperador Naruhito e da imperatriz Masako, trocou a vestimenta por um traje escuro, usado pelos membros adultos da realeza, antes de seguir em uma carruagem para a continuidade da celebração.
O príncipe completou 19 anos neste sábado. Segundo o portal O Globo, a cerimônia foi adiada em um ano para que pudesse concluir seus estudos. Ele é o único filho do sexo masculino do príncipe Akishino, 59, irmão mais novo do imperador, e da princesa Kiko, 58.
A princesa Aiko, filha única de Naruhito e Masako, não pode suceder o pai por ser mulher, conforme determina uma lei de 1947, que restringe a linha sucessória apenas a descendentes homens. A norma tem sido alvo de intensos debates no país, sendo que pesquisas apontam que nove em cada dez japoneses defendem a possibilidade de uma mulher ocupar o trono.
Valor simbólico
Embora a família imperial não detenha poder político, ela mantém forte valor simbólico. Considerada a mais antiga monarquia hereditária do mundo, a Casa Imperial japonesa remonta ao século 6 a.C.
Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o imperador deixou de ser visto como divindade e passou a representar unicamente o Estado. A nova Constituição, elaborada sob a ocupação norte-americana, definiu o papel do imperador como “símbolo do Estado e da união do povo, devendo sua posição à vontade da população”. Desde então, suas funções passaram a ser apenas representativas e subordinadas ao governo.