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Tudo o que foi encontrado na cápsula do tempo da princesa Diana

Cápsula do tempo enterrada por Diana em 1991 foi desenterrada recentemente, revelando uma série de objetos; confira!

A princesa Diana em visita ao Great Ormond Street Hospital - Crédito: Getty Images

Uma cápsula do tempo enterrada pela princesa Diana em 1991 no Great Ormond Street Hospital (GOSH), em Londres, foi recentemente desenterrada durante o início das obras de um novo centro de tratamento de câncer infantil. O contêiner, que permaneceu lacrado por mais de três décadas, trouxe à tona lembranças curiosas da vida cotidiana do início da década de 1990.

Entre os itens encontrados, destacam-se uma televisão portátil em cores da Casio, além do terceiro álbum de estúdio da cantora australiana Kylie Minogue, Rhythm of Love, lançado em 1990 e que incluía sucessos como Better the Devil You Know e Step Back in Time.

Outros objetos incluíam uma calculadora movida a energia solar, sementes de árvores em uma garrafa e uma coleção com cada uma das moedas britânicas até o valor de £1, em homenagem ao 20º aniversário da decimalização da moeda.

Programa da BBC

Tais itens foram escolhidos a partir de um concurso promovido pelo programa infantil Blue Peter, da BBC, no qual crianças de todo o Reino Unido foram convidadas a sugerir oito objetos que representassem a vida naquela década. Embora parte da memorabilia tenha sido danificada pela umidade, algumas peças resistiram: é o caso de uma folha de papel reciclado, um passaporte europeu e até um holograma em formato de floco de neve.

Segundo o portal Daily Mail, a cápsula também continha um exemplar do jornal The Times, marcando a data de sua instalação. As manchetes de capa refletiam as tensões do período. “EUA rejeitam apelo de aviões de guerra iraquianos enquanto rebeldes se aproximam”, dizia uma delas. Uma outra destacava: “Carnes cozidas atraem eleitores soviéticos em massa”.

Lady Di enterrou o recipiente em março de 1991, durante a inauguração da pedra fundamental do Variety Club Building. O gesto, vale destacar, foi semelhante a um feito ocorrido em 1872, quando Alexandra, também princesa de Gales, selou uma cápsula do tempo ao lançar a pedra fundamental de outro edifício. No entanto, a cápsula em questão jamais foi localizada.

Ligação com o GOSH

A ligação de Diana com o GOSH era profunda. Nomeada presidente do hospital em 1989, ela fazia visitas frequentes às crianças internadas e suas famílias. Além disso, poucos meses após enterrar a cápsula, seu próprio filho, o príncipe William, então com oito anos, passou duas noites no hospital depois de sofrer uma fratura no crânio em um acidente com um taco de golfe.

Durante a cerimônia de 1991, Diana chegou a confidenciar a uma paciente e seu pai que queria ter uma filha. “Eu adoraria uma garotinha”, disse, acrescentando em tom bem-humorado: “Estou me perguntando se o mundo está pronto para outro eu”.

Para Janet Holmes, especialista em jogos de saúde que trabalhava no GOSH na época, o item mais marcante foi a pequena televisão portátil. “Trouxe de volta tantas memórias vendo a TV de bolso lá. Eu tinha comprado um para o meu marido naquela época, para quando ele tivesse uma pausa enquanto dirigia seu ônibus pelo país. Eles eram muito caros na época”, recordou.

O hospital aproveitou a ocasião da abertura da cápsula para reforçar a importância do futuro centro de câncer infantil, que será, segundo a instituição, um “recurso nacional para o tratamento de cânceres infantis, com foco em pesquisa e inovação”.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.