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Homem é preso por queimar a bandeira dos EUA em frente à Casa Branca

Homem é detido por queimar bandeira dos EUA em protesto contra Trump, levantando questões sobre liberdade de expressão e segurança

Homem ateia fogo em bandeira dos Estados Unidos em frente à Casa Branca - Redes Sociais

Na última segunda-feira, 25, um incidente notável ocorreu nas proximidades da Casa Branca, em Washington D.C., quando um homem foi detido após atear fogo à bandeira dos Estados Unidos.

O autor do ato, Jay Carey, um sargento aposentado que serviu por mais de duas décadas nas Forças Armadas, alegou que sua ação foi um protesto direcionado contra o presidente Donald Trump.

Agentes do Serviço Secreto prontamente intervieram, detendo Carey e utilizando um extintor de incêndio para apagar as chamas antes que a situação se agravasse.

A polícia responsável pela segurança no Parque Lafayette, onde ocorreu o episódio, ressaltou que a queima de objetos em áreas sob sua jurisdição é ilegal, exceto em locais previamente designados para esse fim.

Segundo a CNN, o evento se desenrolou poucas horas após a assinatura de uma ordem executiva pelo presidente Trump, destinada a penalizar atos de profanação da bandeira americana.

É importante notar que, em uma decisão histórica de 1989, a Suprema Corte dos EUA declarou que a queima de bandeiras é uma forma de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição.

Rigor

A procuradora-geral Pam Bondi comentou o ocorrido em uma postagem na rede social X, destacando o aumento das prisões na capital e mencionando especificamente o ato de queimar a bandeira. “Mais 87 detenções e quatro armas ilegais apreendidas na noite passada em Washington D.C., onde não houve registros de roubo de carros na última semana. Também prendemos outro membro da gangue Tren de Aragua e um homem flagrado queimando nossa bandeira americana no Parque Lafayette. Deixe DC segura novamente!”, escreveu Bondi.

A ordem executiva emitida pela Casa Branca orienta a procuradora-geral a “processar com rigor” aqueles que desrespeitam as leis relativas à profanação da bandeira, levando em consideração os direitos assegurados pela Primeira Emenda. Além disso, determina que os casos sejam encaminhados às autoridades estaduais ou locais competentes e sugere medidas severas como a revogação de vistos e permissões de residência para indivíduos envolvidos em tais atos.

Trump expressou sua condenação ao ato de queimar bandeiras, afirmando que isso provoca distúrbios sem precedentes. Ele sugeriu que a punição para quem cometer tal ato deve ser de um ano de prisão, sem possibilidade de liberdade antecipada. “Incitar a revolta e queimar uma bandeira resulta em um ano de prisão. Não se trata de dez anos ou apenas um mês; é um ano inteiro na ficha criminal do infrator. E isso fará com que a prática cesse imediatamente”, enfatizou o presidente dos Estados Unidos.