Saiba como era a sala de piano da imperatriz Teresa Cristina
Vídeo divulgado pelo Museu Imperial em Petrópolis permite que os visitantes explorem espaço especial da imperatriz

Teresa Cristina, esposa do imperador D. Pedro II e a terceira imperatriz do Brasil, viveu uma trajetória marcada por suas frequentes travessias entre os continentes americano e europeu. Estabelecendo-se no icônico Palácio de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, ela deixou uma herança cultural significativa, refletida em seus interesses pessoais e na decoração de sua residência, como a famosa sala de piano.
No centro dessa sala está um piano de cauda da marca Chickering & Sons. Este instrumento é notável não apenas por sua sonoridade, mas também por sua estética requintada, apresentando uma caixa elaborada em tuia com molduras em relevo e ornamentos fitomorfos adornados a ouro. O piano possui um teclado extenso, com sete oitavas e meia. Um vídeo produzido pelo Museu Imperial em Petrópolis permite que os visitantes explorem este espaço especial da imperatriz.
Em 1864, D. Teresa Cristina uniu-se a D. Pedro II, fortalecendo as alianças dinásticas entre as casas reais de Bragança e Bourbon. Natural da cidade de Nápoles, na Itália, ela se integrou à sociedade brasileira de forma significativa, dedicando-se ao auxílio dos mais necessitados e conquistando a reputação de “mãe dos brasileiros” devido às suas numerosas iniciativas sociais. As informações são do portal Galileu.
Chegada ao Brasil
Ao chegar ao Brasil, a imperatriz trouxe consigo uma valiosa biblioteca particular e uma coleção de artefatos arqueológicos que refletiam a educação clássica da época. O Palácio de Petrópolis, atualmente um museu aberto à visitação pública, tornou-se um espaço emblemático onde a monarca compartilhou experiências e vivências ao longo de sua vida.
Os luxuosos cômodos do palácio, repletos de objetos históricos e iconografia da época, revelam os hábitos diários de uma mulher pertencente à elite do século 19. A presença de D. Teresa Cristina ainda é sentida nas áreas do palácio que incluem os quartos íntimos, as salas destinadas a visitas e costuras, além da célebre sala de piano.
A imperatriz faleceu em 28 de dezembro de 1889, em Portugal. Sua morte ocorreu após o retorno à Europa decorrente da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro daquele ano, que culminou no exílio da família imperial.
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