Autor da tentativa de sequestro da Princesa Anne se declara inocente
Ian Ball, que tentou sequestrar a Princesa Anne em 1974, afirma sua inocência e revela novos detalhes sobre o polêmico incidente

Ian Ball, que há mais de cinco décadas tentou sequestrar a Princesa Anne, ferindo várias pessoas durante o incidente, reafirma sua inocência em recente entrevista.
Em 20 de março de 1974, a Rolls-Royce da princesa, conduzida por seu chofer, foi forçada a parar por um veículo que bloqueava a estrada. O motorista do carro, Ian Ball, disparou contra o chofer de Anne, Alex Callender, e um detetive particular, James Beaton. Após os disparos, Ball entrou no carro e ordenou que a princesa saísse do veículo, sendo contido por um transeunte.
Ball tinha como objetivo sequestrar a então jovem princesa de 23 anos para exigir um resgate de quase 4 milhões de dólares, conforme revelado em uma carta que escreveu à Rainha Elizabeth. Ele foi processado por tentativa de homicídio contra Beaton e condenado à prisão perpétua em um hospital psiquiátrico. No entanto, segundo o Daily Mail, ele foi liberado silenciosamente em 2019 e afirmou à publicação que é “inocente”.
“Sou um homem inocente e são, pois tinha boas razões para acreditar que a pólvora havia sido retirada das balas e que outra garota havia sido substituída pela Princesa Anne,” declarou Ball em uma nova entrevista publicada no dia 1º de agosto.
No mesmo relato ao Daily Mail, Ball não apenas defendeu sua inocência, mas também reiterou uma alegação que fez ao se declarar culpado décadas atrás: a tentativa de sequestro teria sido uma “farsa” armada com a ajuda de um “amigo” na polícia conhecido apenas como “Frank”.
“A ideia era realizar essa farsa para obter publicidade e assim poder escrever minha autobiografia, com expectativa de receber £10.000 em royalties,” contou ele à publicação.
Ball ressaltou que para provar sua inocência precisaria comprovar a existência de Frank. “Isso provaria que eu tinha motivos para acreditar que tudo era uma farsa,” acrescentou.
Além disso, Ball afirmou que a Princesa Anne, hoje com 74 anos, não estava assustada com ele. Segundo ele, a royal — que se recusou a sair do carro mesmo quando ele a agarrou — “não estava preocupada naquela noite”. “Eu não a assustei; eu estava mais assustado do que ela,” comentou.
Detalhes
Ele também mencionou ao Daily Mail que seria um “desperdício de tempo” pedir desculpas aos homens que ele feriu durante a suposta farsa e negou a famosa resposta da princesa ao tentar retirá-la do carro: “Não muito provável.” Em vez disso, Ball afirma que Anne teria dito: “Você só vai embora e ninguém vai pensar mais sobre isso”, o que alimentou sua crença na suposta farsa.
Na época do incidente, ele acreditava que não era a verdadeira Princesa Anne no veículo. “Ela não se parecia em nada com a Princesa Anne; sua personalidade era completamente diferente,” disse ele.
Segundo o ‘PEOPLE’, Anne recordou sua resistência durante uma entrevista em 1980 ao apresentador britânico Michael Parkinson. “Tivemos uma espécie de discussão sobre onde iríamos ou não,” ironizou na ocasião.
No entanto, quem conseguiu deter Ball em 1974 não foi Anne nem seu primeiro marido, o Capitão Mark Phillips (que também estava no carro), mas sim um transeunte chamado Ronnie Russell. Russell golpeou Ball repetidamente na cabeça até conseguir imobilizá-lo no chão. Embora tenha conseguido fugir inicialmente, Ball foi preso logo depois por um policial nas proximidades.
A Rainha Elizabeth posteriormente homenageou Beaton com a Cruz de Jorge, a mais alta condecoração civil britânica por bravura, pelo seu papel em salvar a vida da filha real e concedeu honrarias a Callender e outros policiais e espectadores que intervieram durante o incidente.