Notícias / Caso Marco Aurélio

Caso Marco Aurélio: Buscas por escoteiro que desapareceu são retomadas após 40 anos

Buscas por escoteiro que desapareceu aos 15 anos de idade foram retomadas na manhã de quinta-feira, 24, na cidade de Piquete

O escoteiro Marco Aurélio Simon
O escoteiro Marco Aurélio Simon - Divulgação/Arquivo pessoal

A busca pelo escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido há 40 anos no Pico dos Marins, foi reativada na manhã da última quinta-feira, 24, na cidade de Piquete, localizada no interior de São Paulo.

De acordo com informações da Polícia Civil, esta nova fase das investigações envolverá a perícia em áreas que ainda não foram exploradas. O objetivo é garantir que todos os locais relevantes sejam minuciosamente examinados.

Segundo o portal G1, as últimas escavações realizadas no caso ocorreram em 2023 e se estenderam por cinco dias, sem resultados conclusivos. Durante essa fase, um fio de cabelo foi encontrado, mas não houve sucesso na identificação do material genético.

A polícia planeja escavar mais duas das cinco áreas previamente mapeadas. Até o momento, apenas uma delas foi abordada. Os trabalhos contarão com o uso de tecnologias avançadas, como drones, similar ao que foi feito anteriormente.

Adolescente desaparecido

Marco Aurélio Simon tinha apenas 15 anos quando desapareceu em 8 de junho de 1985 no Pico dos Marins, que se eleva a 2.400 metros de altura. Na ocasião, ele estava acompanhado pelo líder do grupo de escotismo e três amigos. Durante a trilha, um dos companheiros se feriu, e Marco decidiu ir à frente em busca de ajuda, desaparecendo sem deixar vestígios.

A operação de busca inicial mobilizou mais de 300 pessoas entre policiais, bombeiros e voluntários durante 28 dias. Contudo, as investigações foram encerradas em 1990 sem que o caso fosse solucionado.

Após três décadas e seis anos, a polícia local reabriu o inquérito após receber informações sobre a possível localização do corpo do adolescente em uma casa na região montanhosa. A perícia utilizou equipamentos avançados para monitoramento do solo e cães treinados para auxiliar nas buscas; no entanto, nenhuma evidência foi encontrada até o momento.

No ano passado, outras duas áreas na floresta foram examinadas sem sucesso na localização de vestígios. Em 2023, um drone equipado com radar foi empregado para mapear a região e identificou cinco pontos suspeitos que poderiam servir como covas. As amostras coletadas durante as escavações foram enviadas para análise laboratorial.

Em abril deste ano, novas diligências foram iniciadas pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica. Novos sobrevoos com sensores e inteligência artificial resultaram na identificação de uma área específica onde material foi recolhido; porém, após análise laboratorial, não foram encontrados traços genéticos.

As investigações seguem em andamento pela delegacia de Piquete enquanto as buscas por Marco Aurélio Simon continuam.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.