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Fã do Rei do Pop? Confira 5 coisas pra saber antes de ver ‘Michael’

Saiba o que esperar de 'Michael', a cinebiografia que conta a história de um dos maiores artistas da história da música

Jaafar Jackson Michael
Jaafar Jackson como Michael Jackson - Divulgação

Michael’ chega aos cinemas nesta quinta-feira, 23, com a proposta de dar conta da complexidade e do talento de Michael Jackson, um dos maiores artistas de todos os tempos. Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido pela franquia ‘O Protetor’, e com roteiro de John Logan, ligado à franquia ‘James Bond’, o filme acompanha a trajetória do artista desde a infância no Jackson 5 até a consolidação de sua carreira solo de sucesso. Antes de assistir, vale entender alguns pontos essenciais que ajudam a contextualizar o filme. A seguir confira 5 coisas pra saber antes de ver ‘Michael’.

1- Enredo

Segundo a revista Quem, a produção acompanha a trajetória de Michael desde os tempos do Jackson 5 até o auge da carreira solo, sendo que a narrativa privilegia a construção do ícone, mostrando o talento precoce, a disciplina e o sucesso global, finalizando em um momento de consagração, durante a era da turnê Bad. Portanto, o espectador deve esperar uma abordagem mais centrada na ascensão artística em vez de um retrato completo da vida do cantor.

Também é importante destacar que o longa revisita momentos decisivos de sua trajetória, tanto nos bastidores quanto em performances icônicas. Como destaca a sinopse oficial do filme, a obra é um “retrato honesto e fascinante do homem brilhante, mas complicado, que se tornou o Rei do Pop”.

2- Polêmicas

O processo de produção da cinebiografia foi turbulento e marcado por atrasos, reescritas e refilmagens. O cronograma foi impactado quando uma cláusula contratual impediu a inclusão de um dos trechos centrais da narrativa.

Jackie, Jermaine, Michael, Tito e Marlon Jackson – Crédito: Getty Images

Como explica uma matéria do portal Exame, inicialmente, o roteiro previa abordar a investigação de 1993 envolvendo acusações de abuso contra Michael Jackson. No entanto, após o término das filmagens, advogados do espólio identificaram uma cláusula em um acordo com Jordan Chandler que proíbe sua representação. O caso resultou, à época, em um acordo financeiro de US$ 15 milhões, sem condenação criminal.

Diante disso, todas as cenas relacionadas ao episódio foram removidas. Como explica o portal Exame, o terceiro ato do filme foi descartado e completamente reescrito, eliminando qualquer menção direta ao caso. Isso, é claro, gerou prejuízo à produção, que já que mais 22 dias de gravação se fizeram necessários e o orçamento acabou sendo elevado em cerca de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões, chegando a um total de US$ 155 milhões.

Além disso, também a data de lançamento sofreu mudanças. Inicialmente previsto para abril de 2025, o filme foi adiado até chegar à data final em 2026.

3- Ausência de Janet

O filme também deixa de fora uma figura central da família: Janet Jackson, irmã mais famosa de Michael Jackson. Embora a produção retrate os irmãos do protagonista durante a fase do Jackson 5, nas cenas familiares, a única irmã que aparece é LaToya Jackson.

A ausência chama atenção, já que Janet nasceu em 1966, período em que a história se inicia, o que torna sua exclusão incoerente. Nos bastidores, comenta-se que a decisão pode ter partido da própria artista, em meio a desentendimentos com Jermaine Jackson, que esteve mais diretamente envolvido no projeto.

Segundo o TMZ, a família assistiu ao filme em março, antes da estreia oficial. Janet teria sido a única a reagir negativamente à produção, enquanto Jermaine e a mãe, Katherine Jackson, aprovaram o resultado.

Janet e Michael Jackson em 1993 – Crédito: Getty Images

4- Escolha do sobrinho

Um dos grandes destaques do longa é a escolha de Jaafar Jackson, de 29 anos, para interpretar o Rei do Pop. Filho de Jermaine, Jaafar não apenas carrega semelhanças físicas, como também tem experiência como cantor e dançarino.

Seguindo os passos da família, o jovem lançou seu primeiro single, Got Me Singing, e veio ao Brasil para gravar o clipe da música. A escolha do país remete a um momento marcante da carreira de Michael, que filmou They Don’t Care About Us em 1995 na favela Dona Marta, no Rio de Janeiro, e em Salvador.

No clipe, gravado com o Morro do Vidigal como cenário, Jaafar incorpora referências claras ao estilo do tio, especialmente nos movimentos de dança que marcaram época, como o icônico moonwalk.

Quando foi anunciado em 2023 como intérprete do tio nos cinemas, Jaafar disse em uma publicação: “Me sinto humilde e honrado por dar vida à história do meu tio Michael. Para todos os fãs de todo o mundo, os vejo em breve”.

5- Arrecadação

De acordo com estimativas divulgadas pelo portal Deadline, o longa pode arrecadar entre US$ 55 milhões e US$ 60 milhões apenas no fim de semana de estreia nos Estados Unidos.

Caso esses números se confirmem, a produção tem potencial para superar o recorde de abertura entre cinebiografias musicais, firmando-se como um dos lançamentos mais expressivos do gênero nos últimos anos.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.