Venezuela anuncia a libertação de presos políticos após 20 anos
Governo interino da Venezuela informou que centenas de detidos poderão ser beneficiados por lei de anistia do país

A Venezuela anunciou a libertação de três presos políticos que estavam detidos há mais de 20 anos, em medida vinculada à lei de anistia aprovada pelo governo inteiro do país. A informação foi divulgada pela agência AFP e repercutida pelo UOL Notícias.
Segundo a publicação, os libertados são os ex-policiais metropolitanos Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, presos desde abril de 2003 após serem vinculados aos acontecimentos relacionados ao golpe de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez. Eles haviam sido condenados a 30 anos de prisão sob acusação de atirar contra manifestantes.
A lei de anistia foi assinada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que atualmente governa o país. De acordo com a reportagem, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirmou que cerca de 300 pessoas poderão ser colocadas em liberdade ao longo da semana.
Libertações envolvem outros detidos
Segundo a reportagem, as libertações acontecem em meio a discussões sobre medidas de reconciliação política no país. A aprovação da lei de anistia abriu caminho para a revisão de diferentes casos envolvendo detenções classificadas por organizações de direitos humanos como prisões de natureza política.
Em declaração reproduzida pela reportagem, a ONG Foro Penal confirmou a libertação dos três ex-policiais e afirmou que eles “nunca deveriam ter permanecido atrás das grades”. A organização acompanha casos relacionados a detenções por razões políticas na Venezuela.
A matéria também informa que outros 16 presos políticos acusados de crimes ligados à indústria petrolífera venezuelana receberam liberdade condicional na terça-feira. O grupo faz parte de um caso conhecido como “Pdvsa Obrero”, que envolve trabalhadores da estatal Petróleos da Venezuela e outros detidos.
Segundo o UOL Notícias, a ONG Foro Penal afirma que quase 800 pessoas foram libertadas desde janeiro, embora ainda existam centenas de presos por razões políticas nas prisões venezuelanas. O governo interino, por sua vez, apresentou números mais altos sobre os beneficiados pela lei de anistia, contabilizando mais de 8 mil pessoas.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes