Titanic: relógio de bolso pode ser o item mais caro leiloado do naufrágio
Relógio de ouro 18 quilates, de Isidor Straus, está em leilão e pode estabelecer um novo recorde para itens do Titanic; confira!

Um relógio de bolso em ouro 18 quilates, que pertenceu a Isidor Straus — influente empresário e co-proprietário da Macy’s — poderá entrar para os recordes de colecionismo. O objeto, recuperado do corpo de Straus após o naufrágio do Titanic em abril de 1912, está previsto para leilão e, segundo especialistas, reúne elementos únicos que podem elevá-lo ao estatuto de artefato mais caro já vendido dessa tragédia.
O relógio carregava uma gravação com as iniciais “IS”, e sua marca foi identificada como a suíça Jules Jürgensen. Ele teria parado às 2h20 da manhã — momento em que o Titanic mergulhou sob as águas do Atlântico Norte. A origem sentimental do objeto reforça seu valor histórico: o relógio havia sido um presente de sua esposa, Ida Straus, em 1888, data gravada no exemplar e simbolizando o vínculo do casal.
Amor no Titanic
A história de Ida e Isidor Straus é amplamente lembrada: entre os mais ricos a bordo do navio, o casal preferiu permanecer junto até o fim em vez de se separar durante a evacuação. Relatos da época sugerem que foram vistos juntos no convés, abraçados, quando o navio já estava afundando. Essa narrativa agrega valor emocional e simbólico ao relógio, conectando-o não apenas a um objeto, mas a uma história de amor, tragédia e sacrifício.
Além do relógio, está sendo leiloada também uma carta escrita por Ida Straus a um amigo da família, datada de 10 de abril de 1912 e estampada com o cabeçalho do navio. A carta, em muito bom estado de conservação, foi carimbada pelo correio da Titanic em alto mar, o que torna o lote ainda mais raro e atrativo para colecionadores.
A venda será conduzida pela casa de leilões britânica Henry Aldridge & Son, no dia 22 de novembro. Os organizadores esperam que, dadas a raridade, a procedência direta da família Straus e o símbolo cultural que o Titanic representa, o conjunto possa superar recordes anteriores de venda de memorabilia marítima, repercute o New York Post.
Em retrospecto, outros artefatos da Titanic já estabeleceram valores elevados: por exemplo, o lote de um relógio de bolso pertencente a John Jacob Astor IV — o passageiro mais rico do Titanic — foi vendido por cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 7,5 milhões) em 2024. O novo relógio de Straus, por sua vez, combina alta joalheria, história pessoal marcante e a aura de um dos naufrágios mais relembrados da humanidade — o que pode elevar seu valor para além desses montantes.