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Sonar revela navio da Guerra Civil dos EUA afundado há 160 anos

Mapeamento submarino de alta resolução mostra detalhes inéditos do USS Monitor, navio que revolucionou a guerra no século XIX

Navio USS Monitor capa
Imagens de sonar revelam estado do Naufrágio - Northrop Grumman

Novas imagens obtidas por sonar de alta resolução revelaram com detalhes impressionantes os restos do USS Monitor, um navio emblemático da Guerra Civil Americana. Afundado em 1862, o casco da embarcação permanece no fundo do Oceano Atlântico, próximo à costa da Carolina do Norte, e agora pode ser observado com precisão inédita graças a tecnologias modernas de mapeamento submarino.

As imagens foram produzidas durante uma missão científica realizada em setembro de 2025 por pesquisadores da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em parceria com as empresas Stantec e Northrop Grumman. A equipe utilizou um veículo submarino autônomo equipado com sensores de sonar capazes de mapear o fundo do mar em altíssima resolução.

O levantamento revelou a estrutura do navio com um nível de detalhe que nunca havia sido alcançado antes. Mesmo após mais de um século e meio submerso, os pesquisadores afirmam que o naufrágio ainda está em “excelente estado de conservação”, permitindo observar elementos estruturais do casco, partes do interior da embarcação e detritos espalhados ao redor do local.

Navio naufragado

O USS Monitor ocupa um lugar central na história naval. Construído em 1862, ele foi o primeiro navio de guerra blindado da Marinha dos Estados Unidos, projetado para enfrentar embarcações inimigas igualmente protegidas por placas de ferro. A embarcação ficou famosa por participar da Batalha de Hampton Roads, um confronto histórico entre navios blindados que marcou uma mudança radical na tecnologia militar marítima.

Apesar de seu impacto militar, o navio teve uma carreira curta. Ainda em 1862, poucos meses após entrar em serviço, o Monitor enfrentou uma forte tempestade enquanto navegava próximo ao Cabo Hatteras e acabou afundando no último dia daquele ano. O local do naufrágio só foi redescoberto mais de um século depois, em 1973.

Hoje, os restos da embarcação repousam a cerca de 240 pés (aproximadamente 73 metros) de profundidade e fazem parte do Monitor National Marine Sanctuary, uma área protegida criada para preservar o sítio arqueológico submarino. Ao longo das décadas, arqueólogos marinhos recuperaram alguns artefatos importantes do navio, incluindo sua famosa torre de artilharia giratória.

Além do valor histórico, as novas imagens também ajudam cientistas a monitorar o estado de preservação do naufrágio. O objetivo é acompanhar como fatores como corrosão, correntes marítimas e crescimento de organismos marinhos afetam a estrutura ao longo do tempo.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.