Raro peixe-lua de quase 2 metros é encontrado em praia nos EUA

Peixe raro foi encontrado por banhistas no Parque Regional Doran, na Califórnia, no último domingo

Peixe foi encontrado em praia nos EUA - Crédito: Divulgação

Banhistas que aproveitavam um dia de sol no Parque Regional Doran, localizado em Bodega Bay, na Califórnia, se depararam com imponente peixe-lua, conhecido cientificamente como Mola tecta, no último domingo.

O exemplar encontrado media aproximadamente 1,80 metros de comprimento e 90 centímetros de largura. Suas características distintivas incluem um corpo achatado e uma boca pequena, além de quase nenhuma cauda visível, elementos que o diferenciam do peixe-lua tradicional. Vale ressaltar que o Mola tecta foi oficialmente classificado apenas em 2017.

A identificação do animal foi realizada pela bióloga marinha Marianne Nyegaard, especialista da Nova Zelândia, que fez questão de explicar as diferenças entre o Mola tecta e seu parente mais comum, o Mola mola. Segundo ela, a nova espécie possui um clavus estreito e não apresenta protuberâncias na cabeça ou no queixo.

A descoberta ocorreu quando Stefan Kiesbye, professor de Inglês na Universidade Estadual de Sonoma e também escritor, realizava um trabalho de coleta de lixo na areia. Durante sua atividade, ele avistou a criatura próxima à extremidade oeste da Doran Beach. Inicialmente, Kiesbye acreditou se tratar de um leão-marinho falecido. “Era tão enorme, tão estranho e lindo. É como se, de repente, você estivesse em outro planeta”, comentou.

Avistamento raro

Segundo informações do portal O Globo, o peixe-lua foi encontrado bem acima da linha das marés, nas proximidades de um jetty. De acordo com relatos de guardas florestais locais, este foi apenas o segundo Mola tecta avistado em seis anos de patrulhamento na região costeira.

Historicamente, a espécie Mola tecta é mais associada às águas frias do Hemisfério Sul, com registros frequentes ao largo do Chile, Austrália e Nova Zelândia. Nyegaard observou que, embora já se soubesse da presença deste peixe até o norte do Peru pela Corrente de Humboldt, a frequência com que tem sido avistado em águas mais quentes é surpreendente.

Históricos anteriores incluem avistamentos ao longo da costa da Califórnia, como em 2019 quando um espécime foi encontrado em Santa Bárbara e outros relatos foram registrados até mesmo no Oregon e no extremo norte do Alasca, conforme informações da AP News.

Apesar da raridade desses achados, Nyegaard enfatizou que eles não são necessariamente indicativos de problemas ambientais ou impacto humano significativo. O encalhe pode ser parte dos ciclos naturais desse tipo de peixe.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.