A data lembra o princípio do genocídio contra povos indígenas
Na última terça-feira, 12, o atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o envio de uma carta ao rei Felipe, da Espanha, na qual pede pelo fim da comemoração do dia 12 de outubro no país europeu.
O motivo, segundo o político, é que a celebração se configuraria em uma ofensa à América, uma vez que a data lembra o princípio do genocídio contra os povos indígenas.
"É uma ofensa para toda a América que o rei da Espanha ainda celebre o 12 de outubro, dia em que começou o colonialismo da América e o maior genocídio da História, como um dia festivo, como um suposto dia de civilização", declarou Maduro a apoiadores que se encontravam nas proximidades do palácio presidencial.
"Estou enviando uma carta ao rei da Espanha que irei divulgar nas próximas horas, em que faço reflexões, sempre com respeito", disse o venezuelano.
De acordo com informações do UOL, os espanhois celebram, todos os anos, o dia Dia da Hispanidade, o qual lembra a chegada do navegador Cristóvão Colombo à América, ocorrida no ano de 1492. Na Venezuela, porém, a data é tida como o Dia da Resistência Indígena desde 2002.
"Cada vez que a Espanha sai para festejar e dançar no dia 12 de outubro, ofende a memória histórica de nossos avós e o patrimônio histórico e os valores dos nossos povos", declarou o presidente.