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Paleontólogos identificam nova espécie de ‘monstro’ marinho gigante

Em novo estudo, paleontólogos descrevem o Pluridens imelaki, espécie desconhecida de mosassauro com mais de 9 metros que viveu há 70 milhões de anos

Restos mortais fossilizados do Pluridens imelaki / Crédito: Divulgação/Diversity

Paleontólogos identificaram uma nova espécie de grande réptil marinho pré-histórico que viveu nos oceanos há cerca de 70 milhões de anos. O animal foi denominado Pluridens imelaki e pertence ao grupo dos mosassauros, predadores que dominaram os mares durante o final do período Cretáceo.

Os fósseis da nova espécie foram encontrados em depósitos fossilíferos marinhos no Marrocos. A descrição científica do animal foi publicada na revista Diversity e revela detalhes sobre o tamanho e a posição ecológica desse antigo predador.

Pluridens imelaki

De acordo com os pesquisadores, o Pluridens imelaki podia ultrapassar 9 metros de comprimento, o que o coloca entre os maiores representantes conhecidos de sua família. Assim como outros mosassauros, o animal era um predador marinho e ocupava o topo da cadeia alimentar em diversos ecossistemas oceânicos da época.

Os mosassauros formam um grupo de grandes répteis marinhos que prosperaram durante o Cretáceo, período que antecedeu a extinção em massa que eliminou os dinossauros não avianos. Esses animais eram adaptados à vida nos oceanos e desempenhavam papel central nas cadeias alimentares marinhas.

Os restos fossilizados do novo “monstro” marinho foram descobertos em depósitos de fosfato marinhos no Marrocos. Esses depósitos são considerados um dos locais mais importantes do mundo para o estudo de répteis marinhos do Cretáceo, pois preservam uma grande variedade de fósseis provenientes de antigos ambientes oceânicos.

A região onde os fósseis foram encontrados corresponde a um ambiente marinho raso que, no passado, estava ligado ao oceano Atlântico. Esse cenário favoreceu a preservação de restos de diversos animais marinhos que habitaram a área há milhões de anos.

Pesquisadores da University of Bath e do Muséum National d’Histoire Naturelle destacam que os depósitos marroquinos já revelaram mais de 16 espécies diferentes de mosassauros. Esse número torna o local uma das assemblagens mais diversas já registradas para esses grandes predadores marinhos, repercute a CNN Brasil.

A identificação de Pluridens imelaki contribui para ampliar o conhecimento científico sobre a diversidade desses répteis e sobre a evolução dos ecossistemas marinhos no final do Cretáceo. Segundo os cientistas, descobertas como essa ajudam a compreender melhor como esses grandes predadores se diversificaram antes da extinção que marcou o fim da era dos dinossauros.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.