Incêndio florestal avança em área radioativa de Chernobyl
Com mais de 200 profissionais mobilizados, autoridades monitoram radiação enquanto fumaça de incêndios florestais afeta a qualidade do ar na capital

O Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia intensificou nesta semana os esforços para combater um incêndio florestal de grandes proporções na zona de exclusão da Usina Nuclear de Chernobyl, ao norte de Kiev. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, as chamas mobilizaram mais de 200 profissionais de emergência e cerca de 60 unidades de equipamentos especializados para conter o avanço do fogo em áreas atingidas pela contaminação radioativa. A zona de segurança, criada após o desastre de 1986, abrange hoje aproximadamente 2.600 km² de território ucraniano sob controle rigoroso.
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Monitoramento da radiação
Apesar do risco inerente à região, oficiais ucranianos informaram que os níveis de radiação estão sendo monitorados continuamente e permanecem dentro dos limites normais. No entanto, a preocupação com a saúde pública aumentou devido ao deslocamento da fumaça.
Análises do Instituto Hidrometeorológico da Ucrânia indicam que plumas com concentrações elevadas de monóxido de carbono e aerossóis se estenderam por até 170 km a partir dos focos de incêndio. Esse fenômeno piorou visivelmente a qualidade do ar na capital, Kiev, durante o último fim de semana, com alertas de que novos ventos do norte poderiam trazer mais poluição para a cidade.
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O combate às chamas ocorre em um momento de fragilidade para a segurança nuclear local. Conforme reportado pelo veículo, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) emitiu um alerta informando que o Novo Confinamento Seguro (NSC), a gigantesca estrutura de aço construída para cobrir o reator número 4, não consegue mais cumprir sua função de isolar os resíduos radioativos. A estrutura foi severamente danificada por um ataque de drone em fevereiro, o que resultou na perda de suas principais funções de segurança e capacidade de confinamento.
História da exclusão
A zona de exclusão foi inicialmente estabelecida com um raio de 30 quilômetros para proteger a população das áreas mais afetadas pelo desastre nuclear. Hoje, o local permanece como uma responsabilidade permanente da comunidade internacional e do governo ucraniano. Embora o incêndio atual tenha gerado fumaça em larga escala, as autoridades confirmaram que, até o momento, não há informações sobre mortos ou feridos em decorrência desta nova emergência ambiental.
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*Sob supervisão de Giovanna Gomes