Homem encontra tesouro romano sem permissão na Alemanha
Descoberta de tesouro romano na Alemanha revela 450 moedas de prata que contam segredos do passado; busca pelo tesouro foi ilegal

Um homem na Alemanha fez uma grande descoberta: encontrou um tesouro datado da era romana, que consiste em centenas de moedas de prata, um anel de ouro, uma moeda de ouro e várias barras de prata. Porém, sua busca por este tesouro não ocorreu dentro da legalidade.
O achado, que remonta a cerca de 2.000 anos, foi realizado em 2017 nas proximidades da aldeia de Borsum, localizada no distrito de Hildesheim, na Baixa Saxônia, noroeste da Alemanha. O indivíduo utilizou um detector de metais para localizar os artefatos, mas não possuía a licença necessária para escavar sítios arqueológicos e não notificou as autoridades sobre sua descoberta na época. Somente em abril deste ano ele decidiu comunicar à polícia e aos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico da cidade de Hildesheim.
Após a notificação, oficiais do Escritório Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico da Baixa Saxônia visitaram o local onde o tesouro foi encontrado. O objetivo era verificar se outros artefatos haviam sido deixados para trás e tentar entender o contexto do enterramento do tesouro, ocorrido há aproximadamente dois mil anos.
Investigação
No início de outubro, uma investigação arqueológica mais abrangente foi conduzida na área e resultou na descoberta de mais moedas, totalizando 450 moedas de prata. Este número torna o achado um dos maiores tesouros de moedas romanas já encontrados na Baixa Saxônia, conforme relatado em uma declaração oficial.
“A descoberta é de enorme importância científica”, afirmou Sebastian Messal, arqueólogo e chefe regional do caso no Escritório Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico da Baixa Saxônia, em entrevista à Agência Alemã de Imprensa (DPA).
As moedas pertencem ao início do período imperial romano, que se seguiu ao colapso da República Romana, quando os imperadores começaram a governar o império. Esse período foi marcado por uma coexistência complexa entre romanos e tribos germânicas que habitavam as regiões além das fronteiras romanas. Uma análise futura permitirá que os pesquisadores estabeleçam uma data mais precisa para o enterramento do tesouro.
“Somente então poderemos avaliar a origem dos artefatos e entender por que foram enterrados aqui”, acrescentou a declaração. “Seriam eles romanos ou pertencentes às tribos germânicas?”
Desde que entregou o tesouro às autoridades competentes, o homem que agora tem 31 anos participou de um curso oficial sobre uso de detectores de metais. Segundo o ‘Live Science’, o Ministério Público de Hildesheim também decidiu arquivar a investigação contra ele devido à expiração do prazo legal.
Na Baixa Saxônia, os detectores de metais que buscam artefatos precisam obter uma permissão para garantir que suas atividades não perturbem depósitos ou locais arqueológicos importantes.