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Foto inédita tirada logo após assinatura da Lei Áurea é encontrada na França

Registro feito dias após a abolição da escravidão foi localizado em acervo histórico ligado à Família Imperial Brasileira; confira!

Montagem mostra fotografia da assinatura da Lei Áurea e a princesa Isabel - Crédito: Wikimedia Commons/Domínio público

Uma descoberta feita na França acaba de lançar luz sobre um dos momentos mais marcantes na historia brasileira.

Pesquisadores localizaram uma fotografia inédita da missa campal realizada poucos dias após a assinatura da Lei Áurea, documento que colocou fim oficial a mais de três séculos de escravidão no país.

A imagem, produzida em maio de 1888, foi encontrada pelo historiador Carlos Lima Junior durante uma pesquisa acadêmica no Castelo d’Eu, antiga residência da família imperial brasileira durante o exílio na França. Segundo o pesquisador, a fotografia estava guardada entre outros materiais históricos ligados aos descendentes da monarquia brasileira.

Registro raro da celebração

O clique retrata a grande missa campal realizada em 17 de maio de 1888, quatro dias após a assinatura da lei pela princesa Isabel. A cerimônia aconteceu no Campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e reuniu milhares de pessoas para celebrar o fim oficial da escravidão.

De acordo com o jornal da época, entre 30 mil e 50 mil pessoas participaram do evento. O novo registro amplia o conhecimento visual sobre as comemorações que marcaram aquele momento histórico e pode ajudar pesquisadores a identificar figuras públicas presentes na cerimônia.

A fotografia encontrada – Crédito: Antônio de Barros Araújo \ Acervo Musée Louis-Philippe

A fotografia feita por Antônio de Barros Araújo, descrito por estudiosos como fotógrafo armador. Mesmo com dimensões modestas, o material vem sendo tratado com especialistas como descoberta de grande relevância para a preservação da memória nacional.

Sancionada em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea tornou o Brasil o último país independente do continente americano a abolir a escravidão. Embora tenha garantido liberdade legal aos escravizados, o documento não previa medidas de reparação ou inclusão social para a população negra recém-liberta.

Para historiadores, a nova imagem não apenas ajuda a reconstruir um episódio importante do século 19, mas também revisitar as diferentes narrativas em torno da abolição no Brasil.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes