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Foto de um dos animais mais raros do mundo ganha prêmio

Título de Fotógrafo de Natureza do Ano de 2026 foi dado à imagem de baleia jubarte branca nadando com a mãe

Fotografia premiada de um dos animais mais raros do mundo
Fotografia premiada de um dos animais mais raros do mundo - Créditos: Reprodução/ World Nature Photography Awards/ Jono Allen

Todos os anos, a World Nature Photography Awards realiza a qualificação das melhores fotografias do ano, de forma a dividir fotos de animais mamíferos, invertebrados, aves, répteis etc. e escolher uma como a melhor. Neste ano, a fotografia “Mãhina” do australiano Jono Allen foi a campeã. Mas mais do que uma imagem impressionante, a foto levantou debates sobre a natureza do animal capturado em foto.

A fotografia é de uma cria de baleia jubarte, ou Megaptera novaeangliae, totalmente branca junto de sua mãe. De acordo com a descrição, o animal tem cerca de 2 anos de idade e está nadando nas águas de Vava’u, em Tonga, na Oceania.

Além de ter ganhado o prêmio de melhor fotografia do ano, a imagem também foi a campeã na subdivisão subaquática. Contudo chamou atenção tanto pela sua natureza e raridade da espécie quanto pelo simbolismo.

Por que é um dos animais mais raros do mundo?

Batizada como “Mãhina”, que significa “lua” em tonganês, a baleia é um dos animais raros do mundo. Pois apenas uma a cada 40 mil baleias jubarte nasce sem a pigmentação característica da espécie.

Não obstante, as baleias jubarte sofreram por décadas com a diminuição da sua população graças à caça do óleo de baleia. Inclusive, se tornando uma atividade recorrente e lucrativa para muitos.

Embora a coloração chame muita atenção, ainda não se sabe exatamente a causa. Uma vez que não se sabe se a condição que acomete esses animais é o albinismo ou o leucismo. Enquanto que o albinismo impede a produção de pigmentação em todo o corpo o leucismo se caracteriza pela diminuição e perda parcial dessa pigmentação, evitando os olhos.

Nesse sentido, alguns estudos de 2011 vêm em auxílio. Naquela época foram encontrados amostras de peles de uma outra baleia jubarte branca. Avistada pela primeira vez na Baía de Byron, na Austrália, foi nomeada como Migaloo e também tinha os olhos escuros, tal qual Mãhina.

No entanto, ao analisar a pele, foi possível identificar que, apesar dos olhos escuros, ela possuía albinismo. Ou seja, a cor dos olhos não serve para poder fazer a diferenciação entre as duas condições.

Da mesma forma, a raridade da espécie também se dá pela caça preditiva por séculos. De acordo com a revista Galileu, a fotografia mostra uma recuperação progressiva. O fotógrafo afirmou:

Avistamentos de indivíduos tão raros renovam a esperança no que pode acontecer quando a conservação é defendida e a vida selvagem tem a oportunidade de prosperar”


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: