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Estudo indica “ponto fraco” no campo magnético da Terra

Dados de satélite coletados desde 2014 revelam anomalia curiosa no campo magnético terrestre; entenda os riscos dessa mudança!

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Ilustração dos campos magnéticos da Terra - Getty Images

Um novo estudo realizado com dados de satélite — coletados desde 2014 — revelou um “ponto fraco” no campo magnético da Terra, na região conhecida como Anomalia do Atlântico Sul.

O local tem preocupado especialistas devido a sua alta taxa de crescimento ao longo da última década, superando metade do tamanho do continente europeu em extensão territorial. A anomalia do campo magnético agora avança em direção à África, conforme indica o estudo.

Fenômeno no campo magnético

Segundo a pesquisa, o “ponto fraco” em questão teve sua provável origem em oscilações ligadas ao núcleo externo do planeta. Essas flutuações podem ainda representar um risco à estabilidade do sinal dos satélites que passarem pela anomalia.

“A Anomalia do Atlântico Sul não é apenas um bloco único”, disse o autor principal do estudo, Chris Finlay, professor de geomagnetismo na Universidade Técnica da Dinamarca, em comunicado. “Ela está mudando de forma diferente em direção à África do que perto da América do Sul. Há algo especial acontecendo nesta região que está fazendo com que o campo se enfraqueça de forma mais intensa.”

Essa anomalia do campo magnético foi detectada pela primeira vez no século 19. O ponto fraco do Atlântico Sul hoje se localiza a 220 quilômetros da superfície terrestre. Um valor pequeno em comparação à altura média do nosso campo: 650 quilômetros.

Esse “declive” magnético pode representar um grande risco a dispositivos e naves espaciais: além da já mencionada instabilidade em sinais via satélite, a falha no magnetismo pode desregular a quantidade de raios ultravioleta absorvidos pela atmosfera da região, o que coloca em cheque a integridade física dos objetos que passam pela anomalia.

Os pesquisadores acreditam ainda que a Anomalia do Atlântico Sul está crescendo e se espalhando para o leste geográfico, devido a fluxos estranhos no limite entre o manto e o núcleo externo da Terra. Desde 2014, o campo magnético sobre o Canadá enfraqueceu ligeiramente, e o campo magnético sobre a Sibéria se fortaleceu, o que ilustra o deslocamento apontado pelo estudo.

“É realmente maravilhoso ver o panorama geral da nossa Terra dinâmica”, disse Anja Strømme , gerente da missão Swarm da ESA, no comunicado. “Os satélites [analisados no estudo] estão todos saudáveis ​​e fornecendo dados excelentes, então esperamos poder estender esse registro para além de 2030″.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.