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Detalhes da autópsia de Selena são revelados 30 anos após a morte da cantora

Selena tinha apenas 23 anos de idade quando foi assassinada pela presidente de seu fã-clube, Yolanda Saldívar

Selena Quintanilla-Pérez, morta a tiros em 1995, e a assassina Yolanda Saldivar
Selena Quintanilla-Pérez, morta a tiros em 1995, e a assassina Yolanda Saldivar - Getty Images; reprodução

A morte de Selena, em 31 de março de 1995, é considerada até hoje como um dos episódios mais trágicos da indústria do entretenimento. A jovem cantora tinha 23 anos anos de idade quando foi assassinada por Yolanda Saldívar, então presidente de seu fã-clube,

Saldívar atirou em Selena pelas costas em um hotel de Corpus Christi, no Texas, após ser acusada de desviar US$ 60 mil do fã-clube que administrava. Antes de morrer, porém, a cantora foi capaz de apontar a autora do disparo e, em outubro daquele mesmo ano, Yolanda foi sentenciada à prisão perpétua.

Nos anos 1990, a artista foi interpretada por Jennifer Lopez no filme Selena (1997), dirigido por Gregory Nava. Agora, um documentário recém-lançado traz novas informações sobre a tragédia e revela detalhes da autópsia da cantora.

Trechos revelados

“Selena y Los Dinos: A Family Legacy”, como é intitulado o documentário, revisita o caso e divulga trechos do exame pós-morte. Segundo a produção, o médico legista do condado de Nueces concluiu o relatório cerca de duas horas e meia após o falecimento. De acordo com o portal Monet, o documento aponta que “a camiseta verde de Selena, perfurada pela bala, estava misteriosamente desaparecida depois que seu corpo foi transportado do Corpus Christi Memorial Medical Center. Enquanto isso, havia sangue presente em várias áreas da roupa”.

A autópsia ainda registra que o projétil “cortou a artéria subclávica direita da artista e perfurou o lobo superior direito do pulmão antes de sair pela frente de seu peito, e se tivesse passado um milímetro para cima ou para baixo, ela poderia ter sobrevivido”.

O médico Lloyd White classificou oficialmente a morte como homicídio, citando “sangramento massivo causado por uma ferida de bala perfurante no tórax [peito]”.

Ao rejeitar o pedido de liberdade condicional de Saldívar em março deste ano, o conselho penitenciário do Texas ressaltou a violência do crime e afirmou que ela ainda representa uma “ameaça contínua” para a comunidade.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.