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Colisão de planetas similar à da formação da Lua é flagrada

Estudo identificou um impacto catastrófico em sistema solar a 11 mil anos-luz de distância da Terra, similar ao que originou a nossa Lua

Imagem ilustrativa - Créditos: Getty Images

Pesquisadores da Universidade de Washington (UW) identificaram uma rara colisão catastrófica entre dois planetas em um sistema solar que está a 11 mil anos-luz de distância da Terra. O evento ocorreu em torno da estrela Gaia20ehk, a 11 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Pupis.

A descoberta foi publicada em março no The Astrophysical Journal Letters e se baseou na observação de flutuações incomuns de luminosidade e emissões de calor detectadas em tempo real, informou a CNN.

Uma série de impactos parciais foram registrados a partir de 2016, mas o processo de colisão teria se intensificado por volta de 2021. Segundo o principal autor do estudo e pesquisador, Anastasios Tzanidakis, a estrela Gaia20ehk, que anteriormente teria ficado estável e semelhante ao Sol, começou a perder o seu brilho de forma brusca.

O estudo apontou que os detritos rochosos e poeira começaram a orbitar o sistema solar, fazendo com que a luz da estrela não ficasse visível. Além disso, os pesquisadores observaram um pouco de radiação infravermelha, confirmando que o material do impacto estava extremamente quente.

Os dados apontaram que os planetas giraram em direção um ao outro antes do impacto.

Semelhanças observadas

Os pesquisadores apontaram semelhanças entre esse evento e a colisão que aconteceu há 4,5 bilhões de anos que formou o sistema Terra-Lua. “Se pudermos observar mais momentos como este em outros lugares de galáxia, aprendemos muito sobre a formação do nosso próprio mundo”, afirmou o principal autor do estudo.

A colisão gerou uma nuvem de detritos que orbita a estrela a uma distância de aproximadamente uma unidade astronômica, distância semelhante à distância da Terra e do Sol.

O resfriamento e a solidificação desse material em um novo corpo celeste podem levar de alguns anos a milhões de anos, repercutiu a CNN.


*Sob supervisão de Éric Moreira