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ChatGPT terá controles parentais após suicídio de adolescente

OpenAI lança recurso para que pais monitorem interações dos filhos no ChatGPT e promete alerta em casos de angústia emocional

ChatGPT capa
Imagem meramente ilustrativa - Getty Images

A OpenAI anunciou nesta terça-feira,2, que implementará controles parentais em seu chatbot ChatGPT. A medida chega uma semana depois de um casal norte-americano acusar o sistema de ter incentivado o suicídio do filho adolescente, o que levou a empresa a ser processada na Califórnia.

Segundo comunicado publicado no blog oficial da companhia, a novidade será liberada já no próximo mês. Os pais poderão vincular sua conta à dos filhos adolescentes e configurar regras para que o ChatGPT responda de acordo com faixas etárias específicas. Além disso, a empresa afirmou que notificará responsáveis caso o sistema identifique sinais de sofrimento emocional agudo durante as conversas.

Polêmica com o ChatGPT

A decisão ocorre após Matthew e Maria Raine entrarem com ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT manteve uma relação “íntima” com o filho Adam durante meses, entre 2024 e 2025. A denúncia afirma que, em sua última interação, no dia 11 de abril, o chatbot não apenas sugeriu formas de roubar vodca dos pais como também descreveu métodos para “potencialmente enforcar um ser humano”. O adolescente foi encontrado morto horas depois.

Para a advogada Melodi Dincer, que representa a família, a iniciativa da OpenAI é vaga e insuficiente. “O anúncio é genérico, carece de detalhes e representa o mínimo que poderia ser feito. Muitas medidas simples de segurança já poderiam estar em vigor. Resta ver se a empresa cumprirá o que promete e se será eficaz”, declarou à AFP.

Esse não é um caso isolado. Outros relatos internacionais vêm apontando que chatbots de inteligência artificial podem reforçar delírios ou pensamentos prejudiciais em usuários vulneráveis. Em resposta, a OpenAI disse estar ajustando seus modelos para reduzir a “bajulação” — quando o sistema concorda ou reforça de forma acrítica o que o usuário diz.

“Continuamos melhorando nossa capacidade de reconhecer e responder a sinais de angústia mental e emocional”, afirmou a empresa, conforme repercute a AFP.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.