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Bryan Kohberger quer anular confissão de brutais assassinatos em Idaho: “Inocência é minha verdade”

Em declaração ao The New York Times, o condenado afirma que sua admissão de culpa foi baseada em desinformação e agora busca novo julgamento do caso

Fotografia mostrando as quatro vítimas
Fotografia mostrando as vítimas, Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle, e Ethan Chapin - Crédito: Divulgação/Redes Sociais

O caso que mobilizou a atenção internacional em 2022 enfrenta agora um novo desdobramento jurídico protagonizado pelo réu Bryan Kohberger. O ex-estudante de criminologia, atualmente com 31 anos, cumpre quatro sentenças de prisão perpétua pela morte brutal de quatro jovens na Universidade de Idaho

No entanto, pouco mais de um ano após ter admitido a autoria dos crimes em um acordo para evitar a pena capital, ele mudou sua postura. Conforme reportado pelo veículo PEOPLE, o condenado protocolou uma petição oficial para retirar sua confissão de culpa e obter um novo julgamento.

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Inocência e verdade

Em uma declaração exclusiva enviada ao veículo The New York Times, Bryan Kohberger quebrou o silêncio mantido desde sua prisão na Pensilvânia

“Minha inocência real é a minha verdade, e a confissão, baseada em falsas promessas e desinformação flagrante, DEVE ser retirada”, afirmou o sentenciado ao contestar a validade do processo. 

Para ele, a decisão de aceitar o acordo de culpa foi um erro estratégico. Ele ainda complementou que “a justiça não foi servida” e que as dúvidas sobre o caso parecem aumentar à medida que novos detalhes da investigação são revelados:

“A justiça permanecerá abjetamente mal aplicada, a menos que essa confissão seja retirada”.

Sofrimento das vítimas

Os assassinatos ocorreram em 13 de novembro de 2022, na cidade de Moscow, Idaho, vitimando Madison Mogen, Kaylee Goncalves, Xana Kernodle e Ethan Chapin. Detalhes de autópsias revelados pelo veículo PEOPLE indicam que as vítimas suportaram um alto grau de dor antes de morrerem

De acordo com a médica legista do condado de Spokane, Veena Singh, três das mulheres enfrentaram sofrimento intenso devido aos ferimentos. Enquanto três das vítimas foram atacadas em suas camas, Xana Kernodle estava acordada e travou uma luta desesperada pela sobrevivência, sendo esfaqueada 67 vezes pelo agressor.

Bryan Kohberger durante audiência de sentença no Tribunal do Condado de Ada, em Boise, Idaho, em julho de 2025. O condenado pelos assassinatos de quatro estudantes voltou a afirmar que é inocente e tenta retirar sua confissão de culpa. Foto: Kyle Green-Pool/Getty

Acordo sob suspeita

O acordo de confissão havia sido firmado em julho de 2025 entre a defesa e o promotor Bill Thompson para poupar o réu da pena de morte. Na ocasião, o promotor Thompson afirmou que Bryan Kohberger entrou na residência com a intenção deliberada de matar, ainda que talvez não tivesse planejado todas as quatro mortes. 

O juiz Steven Hippler foi o responsável por aplicar as penas de prisão perpétua sem possibilidade de condicional. Especialistas ressaltam que anular uma confissão voluntária é um desafio jurídico raro, geralmente dependendo da apresentação de novas evidências físicas, algo que ainda não ocorreu neste caso

No momento, o condenado segue detido na Instituição de Segurança Máxima de Idaho.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes

Meu propósito é dar voz a narrativas.