Biógrafo aponta Diana como maior fator de mudança da realeza
Novo livro de Simon Vigar analisa Diana, Kate Middleton, Meghan Markle e Camilla e destaca o impacto de cada uma na família real britânica

A princesa Diana continua sendo considerada uma das figuras mais influentes da história recente da monarquia britânica. Essa é a avaliação do jornalista e biógrafo Simon Vigar, autor de As Quatro Esas de Windsor (The Four Wives of Windsor), obra lançada em 30 de julho que analisa como quatro mulheres que se casaram com membros da família real transformaram a instituição ao longo das últimas décadas.
Além de Diana, o livro também dedica capítulos à princesa Kate Middleton, à duquesa Meghan Markle e à rainha Camilla. Para Vigar, entretanto, foi Diana quem promoveu as mudanças mais profundas dentro da monarquia.
Em entrevista à People, o autor afirmou que a princesa “tinha um senso de destino” e que sua origem aristocrática a diferenciava das demais mulheres retratadas na obra. Criada em Park House, na propriedade de Sandringham, Diana já conhecia o universo da realeza antes de se casar com o então príncipe Charles, em 29 de julho de 1981.
Legado de Diana

Segundo Simon Vigar, uma das maiores contribuições de Diana foi aproximar a família real da população. O autor destaca que sua maneira espontânea de interagir com o público e sua preocupação em proporcionar uma infância mais próxima da normalidade aos filhos, os príncipes William e Harry, representaram uma mudança significativa em relação às gerações anteriores da monarquia.
Como exemplo, ele lembra que Diana levava os filhos para atividades cotidianas, como visitar a loja Tower Records, algo que, segundo ele, seria impensável para membros da geração anterior da família real.
O biógrafo também afirma que a princesa trouxe um novo nível de popularidade à instituição. De acordo com Vigar, uma fonte que trabalhou no Palácio de Kensington relatou que a família real não compreendeu plenamente o potencial de Diana enquanto ela fazia parte da instituição. O autor acrescenta ainda que a princesa nunca contou com um assessor de imprensa em tempo integral, pois sua relação com o público acontecia de forma natural.
Outro aspecto destacado pelo escritor foi a escolha da educação dos filhos. Segundo ele, a decisão de matricular William no Eton College refletia uma preferência de Diana, influenciada pela tradição de sua própria família. Para Vigar, essa decisão também serviu de referência para William e Kate ao escolherem a mesma escola para o príncipe George, que iniciará seus estudos na instituição em setembro.
Mudanças que permaneceram

Na avaliação de Simon Vigar, o impacto da morte de Diana também provocou alterações duradouras na forma como a monarquia reage diante do luto público.
Ele cita como exemplo a bandeira hasteada no Palácio de Buckingham. Após a morte da princesa, em 1997, a rainha Elizabeth II enfrentou forte pressão popular para que o protocolo fosse alterado e a Union Jack fosse colocada a meio mastro durante o período de luto, mesmo sem a monarca estar em residência. Segundo o autor, a mudança acabou se tornando permanente para ocasiões envolvendo mortes de grande importância.
O livro também aborda o papel desempenhado por Kate Middleton dentro da família real. Para Vigar, os pais da princesa, Carole e Michael Middleton, tiveram influência importante ao oferecer um ambiente familiar que William valorizava, especialmente pelos momentos de convivência mais reservados.
Segundo o autor, a experiência vivida por Diana também influenciou a forma como o relacionamento entre William e Kate foi conduzido antes do casamento, permitindo que ambos tivessem mais tempo para amadurecer a decisão de formar uma família.
Já sobre Meghan Markle, Vigar afirma que ela representava um grande potencial para a monarquia por sua facilidade de lidar com o público e por sua capacidade de liderar projetos próprios, como o livro beneficente criado em apoio às vítimas do incêndio na Grenfell Tower. Na visão do biógrafo, Meghan poderia ter desempenhado um papel transformador dentro da instituição, mas conflitos entre diferentes lados impediram que isso acontecesse.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes