Nesta madrugada, 24, o presidente russo Vladimir Putin autorizou "operação militar especial" no país vizinho
Fabio Previdelli Publicado em 24/02/2022, às 11h29
Na madrugada de hoje, 24, o presidente russo Vladimir Putin deu sinal verde para que as tropas de seu país invadissem a Ucrânia, em ato que ele descreveu como “inevitável”. Horas depois da invasão, o número de mortos no país já chega a 63 pessoas, ao menos, entre civis e militares.
De acordo com dados da Polícia Nacional e do Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, entre as vítimas estão um menino que faleceu após a explosão durante um incêndio em um prédio residencial em Chuguiv; civis que foram atingidos por bombardeios em Donetsk, e guardas da fronteira.
Além do mais, segundo autoridades da cidade de Odessa, 18 pessoas morreram depois que um bombardeio atacou uma base militar local. "Oito homens e dez mulheres. No momento ainda estamos cavando entre os escombros", informou a administração regional em um comunicado.
Fora os óbitos, a Ucrânia também informou que, pelo menos, 20 militares estão feridos. Eles estavam atuando nas cidades de Nikolaev, Berdyansk, Skadovsk, Myrhorod e Odessa.
Hoje mais cedo, conforme relatou o UOL, helicópteros russos iniciaram ataques contra um aeroporto militar, localizado perto de Kiev, capital do país. No entanto, três deles foram abatidos.
Após semanas de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin iniciou o que chamou de 'operação militar especial' da Rússia na Ucrânia, como repercutiu a Fox News nesta quinta-feira, 24.
De acordo com o veículo internacional, através de um pronunciamento, o presidente da Rússia disse que o confronto com as forças ucranianas é 'inevitável'.
Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças (ucranianas) é inevitável".
Putin, que descreve a ação como uma resposta a supostas 'ameaças da ucrânia', mandou recado para nações que tentarem intervir na 'operação'.
"(...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse ele.
Segundo levantamento preliminar da Polícia Nacional e o Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, até o momento, ao menos 63 pessoas morreram, entre civis e militares, após a invasão. Além do mais, ao menos 20 militares foram feridos nas cidades Nikolaev, Berdyansk, Skadovsk, Myrhorod e Odessa.
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