Luxuosa necrópole do século 6 a.C foi encontrada sob fábrica italiana
Expansão em fábrica no sul da Itália revelou uma luxuosa necrópole do século 6 a.C.; artefatos encontrados revelam história conectada no mediterrâneo

Há algum tempo, a fábrica Pasta Garofalo, produtora de massas da Itália, queria expandir seus negócios; por isso, pediu uma análise preventiva no terreno que pretendia ocupar. E foi assim que arqueólogos encontraram uma luxuosa necrópole do século 6 a.C no sul da Itália.
De acordo com a Diretoria de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da Itália para a Área Metropolitana de Nápoles, a escavação preventiva foi essencial e uma oportunidade de ouro. Nesse sentido, foram encontrados resquícios da antiga necrópole Ager Stabianus, de forma a se tornar uma das descobertas mais importantes feitas na Campânia nesses últimos anos.
Surpreendentemente, a necrópole era ocupada por pessoas ricas e da classe dominante da época. Por isso, artefatos luxuosos como vasos, objetos importados e até um escaravelho egípcio foram colocados dentro dos túmulos.
A luxuosa necrópole e os artefatos
De acordo com a Archaeology Magazine, os itens sobreviveram a quase mais de 2,5 milênios por estarem selados com uma pedra de tufo, pois essa rocha protegeu os raros e frágeis artefatos da decadência e da destruição. Tanto que até mesmo tecidos, objetos de madeira e cestos de fibras tecidas, itens quase nunca encontrados neste período, foram achados.

Contudo, para além de objetos do cotidiano do sul da Itália, como machados, calçados e tecidos, também foram identificados itens importados de outras nações e impérios. Por exemplo: escaravelhos egípcios de Naukratis, ornamentos de âmbar em forma de animais e objetos de prata e bronze ligados ao Etruscos.
Ou seja, a descoberta dessa luxuosa necrópole mostrou o quão conectados culturalmente estavam as elites do século 6 a.C. em torno do Mediterrâneo. Ao mesmo tempo, a superintendência de Nápoles demonstrou a importância das escavações preventivas.
Por enquanto, os arqueólogos, bioarqueólogos e demais especialistas irão continuar as investigações para analisar todos os detalhes possíveis da maneira mais eficiente que puderem. Uma vez que, ainda que o fator histórico seja extremamente importante, eles ainda têm de dar espaço para a fábrica.
*Sob supervisão de Éric Moreira