Neonazista de Essex é condenado a 13 anos por planejar ataque armado
Alfie Coleman foi detido pelo MI5 após tentar comprar armas para um atentado em massa no Reino Unido. Autoridades alertam pais sobre radicalismo

Alfie Coleman, um jovem de 22 anos residente em Great Notley, Essex, foi sentenciado a 13 anos e meio de prisão por planejar um ataque armado em massa em solo britânico. A condenação ocorreu no tribunal de Old Bailey, onde o réu foi considerado culpado de preparar atos terroristas após uma investigação minuciosa de sua conduta. Conforme as informações oficiais divulgadas pelo veículo The Independent, o plano de Alfie Coleman envolvia o uso de armas de fogo contra indivíduos específicos e diversos grupos da sociedade civil.
Alvos eram civis
Um ponto crucial do julgamento foi a definição das vítimas pretendidas, descritas pelas autoridades como “membros do público”. No contexto deste crime, o termo refere-se a cidadãos comuns que frequentam espaços do dia a dia e não possuem cargos públicos ou políticos.
Segundo as investigações, Alfie Coleman mantinha um manifesto em seu diário onde listava como alvos potenciais os frequentadores de uma mesquita e cidadãos anônimos que visitavam o supermercado Tesco, onde ele trabalhava meio período.
Ele chegou a catalogar colegas de trabalho e clientes, marcando-os com insultos racistas ou rotulando-os como “traidores”, indicando que o ataque atingiria pessoas inocentes em seus locais de convívio social.
Operação secreta MI5
A tragédia foi evitada por uma operação de infiltração conduzida pelo MI5, o serviço de segurança interna do Reino Unido. Agentes disfarçados mantiveram contato com o extremista em chats criptografados até que um encontro foi marcado em um estacionamento.
Na ocasião, Alfie Coleman entregou 3.500 libras para comprar uma pistola Makarov e 200 cartuchos de munição, sendo cercado por policiais armados logo após pegar o armamento. Durante o processo, o juiz Richard Marks KC destacou que o réu tentou minimizar suas ações como meros “pensamentos intrusivos”, mas o tribunal o classificou como um infrator perigoso e movido por uma ideologia odiosa.
Perigo nas redes
O caso serve como um alerta urgente para as famílias sobre a segurança digital e o isolamento. As evidências mostraram que a radicalização de Alfie Coleman começou em seu iPad aos 14 anos, quando ele passou a consumir materiais neonazistas intensamente.
A comandante Helen Flanagan, chefe da unidade de contraterrorismo, enfatizou que é “extremamente preocupante que uma pessoa tão jovem planejasse assassinar membros inocentes da sociedade”. Para Helen Flanagan, é vital que pais monitorem as atividades online de seus filhos e busquem ajuda precocemente caso identifiquem sinais de extremismo violento.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli