Assassinato da Dália Negra pode ter sido finalmente solucionado
Equipe que prepara documentário mencionou descoberta de quarto secreto que poderia solucionar caso da Dália Negra

O misterioso caso da Dália Negra, morta há 79 anos, pode ter sido finalmente solucionado. Ao menos é o que diz uma equipe de documentaristas que está para lançar uma nova produção explicando o crime que chocou os Estados Unidos em meados da década de 1940.
“Mas o que há de novo?”, você deve estar se perguntando. Aparentemente a recente descoberta de um “quarto secreto” em um motel de Los Angeles poderia ser uma pista que levaria à solução do caso. Mas, primeiro, recordemos o que ocorreu na época.
Era 15 de janeiro de 1947, bairro de Leimert Park. Sobre a calçada de uma rua estava o corpo de uma jovem de 22 anos, cortado ao meio, exatamente na altura da cintura. Tratava-se de Elizabeth Short, que teve também os lábios e as orelhas cortados. Foi um crime brutal.
A cena era devastadora e, logo, os investigadores notaram que aquele não teria sido o local onde a vítima fora assassinada, já que não havia sangue na cena. Eles no entanto nunca descobriram onde se deu o crime, nem mesmo a identidade do autor. Até agora.
O que diz equipe
Então entram em cena o cineasta Jeff Thomas e a produtora Kimberly Lupini, que acreditam ter finalmente solucionado o caso.
“Acreditamos saber quem é o assassino”, disse Thomas em entrevista à revista People. “Acreditamos saber onde o assassinato foi cometido. Acreditamos saber qual foi a arma do crime.”
Como destaca o portal de notícias Monet, a dupla é responsável pela série documental ‘Deconstructing Dahlia‘ que, embora ainda não tenha uma data de lançamento, sabe-se que deve contar com depoimentos de inúmeras testemunhas, bem como com arquivos nunca antes revelados ao público.
“Este não é um documentário sobre o assassinato de Elizabeth. É uma investigação sobre o que aconteceu, para desconstruir o caso a partir daquela única informação que tínhamos”, disse o diretor, que explicou que soube do novo desdobramento do caso há quase cinco anos, por meio do filho de um dos detetives que trabalharam no caso.
Thomas relatou: “Ele me contou algo que o pai havia dito sobre a investigação e o fizera prometer nunca repetir. Mas percebi que ele só queria, de certa forma, tirar aquilo do peito.”
“Encontramos evidências de um grande derramamento de sangue neste quarto”, disse o cineasta, que prosseguiu: “cada local mencionado nos documentos onde testemunhas viram sangue coincide com os pontos onde encontramos sangue no quarto”.
O que falta à equipe agora é obter acesso ao relatório completo e sem censura da autópsia de Short, um documento que, segundo a fonte, jamais foi divulgado pelo LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles).