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Assassinato da Dália Negra pode ter sido finalmente solucionado

Equipe que prepara documentário mencionou descoberta de quarto secreto que poderia solucionar caso da Dália Negra

Elizabeth Short foi morta em 1947; descoberta de quarto secreto pode ajudar a solucionar caso - Crédito: Divulgação

O misterioso caso da Dália Negra, morta há 79 anos, pode ter sido finalmente solucionado. Ao menos é o que diz uma equipe de documentaristas que está para lançar uma nova produção explicando o crime que chocou os Estados Unidos em meados da década de 1940.

“Mas o que há de novo?”, você deve estar se perguntando. Aparentemente a recente descoberta de um “quarto secreto” em um motel de Los Angeles poderia ser uma pista que levaria à solução do caso. Mas, primeiro, recordemos o que ocorreu na época.

Era 15 de janeiro de 1947, bairro de Leimert Park. Sobre a calçada de uma rua estava o corpo de uma jovem de 22 anos, cortado ao meio, exatamente na altura da cintura. Tratava-se de Elizabeth Short, que teve também os lábios e as orelhas cortados. Foi um crime brutal.

A cena era devastadora e, logo, os investigadores notaram que aquele não teria sido o local onde a vítima fora assassinada, já que não havia sangue na cena. Eles no entanto nunca descobriram onde se deu o crime, nem mesmo a identidade do autor. Até agora.

O que diz equipe

Então entram em cena o cineasta Jeff Thomas e a produtora Kimberly Lupini, que acreditam ter finalmente solucionado o caso.

“Acreditamos saber quem é o assassino”, disse Thomas em entrevista à revista People. “Acreditamos saber onde o assassinato foi cometido. Acreditamos saber qual foi a arma do crime.”

Como destaca o portal de notícias Monet, a dupla é responsável pela série documental ‘Deconstructing Dahlia‘ que, embora ainda não tenha uma data de lançamento, sabe-se que deve contar com depoimentos de inúmeras testemunhas, bem como com arquivos nunca antes revelados ao público.

“Este não é um documentário sobre o assassinato de Elizabeth. É uma investigação sobre o que aconteceu, para desconstruir o caso a partir daquela única informação que tínhamos”, disse o diretor, que explicou que soube do novo desdobramento do caso há quase cinco anos, por meio do filho de um dos detetives que trabalharam no caso.

Thomas relatou: “Ele me contou algo que o pai havia dito sobre a investigação e o fizera prometer nunca repetir. Mas percebi que ele só queria, de certa forma, tirar aquilo do peito.”

“Encontramos evidências de um grande derramamento de sangue neste quarto”, disse o cineasta, que prosseguiu: “cada local mencionado nos documentos onde testemunhas viram sangue coincide com os pontos onde encontramos sangue no quarto”.

O que falta à equipe agora é obter acesso ao relatório completo e sem censura da autópsia de Short, um documento que, segundo a fonte, jamais foi divulgado pelo LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles).

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.