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Roubo de joias do Louvre ocorrido em 2025 será transformado em filme e série documental

Assalto que levou joias históricas avaliadas em US$ 102 milhões inspirará produções baseadas no crime e em sua investigação

Oficiais franceses isolam a entrada do Museu do Louvre após roubo de joias em 19 de outubro de 2025 em Paris, França. - Getty Images

O chamado “roubo do século”, que abalou o Museu do Louvre em outubro de 2025, ganhará uma adaptação para o cinema e também uma série documental. O assalto, realizado em plena luz do dia e que resultou no desaparecimento de joias históricas avaliadas em US$ 102 milhões, será levado às telas pelo cineasta francês Romain Gavras.

A informação foi divulgada após a publicação do livro “O roubo do Louvre”, obra de investigação assinada pelos jornalistas Jean-Michel Décugis, Jérémie Pham-Lê e Nicolas Torrent. O livro foi lançado em maio pela editora Flammarion e já teve seus direitos de adaptação adquiridos.

Diretor francês comandará a adaptação

A versão cinematográfica ficará sob responsabilidade de Romain Gavras, conhecido por trabalhos como Nosso Dia Chegará (2010) e Athena (2022).

Segundo informações divulgadas pela AFP, a produção do filme será realizada pela Iconoclast. Paralelamente, uma série documental baseada na investigação publicada no livro será produzida pela Misfits, empresa britânica pertencente ao grupo Mediawan.

Até o momento, detalhes como título oficial, elenco e data de estreia ainda não foram anunciados. O único nome confirmado para o projeto cinematográfico é o de Gavras.

Crime provocou crise no museu

O livro relata como um grupo descrito pelos autores como “ladrões de fim de semana” conseguiu invadir a Galeria Apolo e roubar as chamadas Joias da Coroa.

Além de gerar repercussão internacional, o caso desencadeou uma crise institucional dentro do Louvre. Segundo a obra, a situação culminou na renúncia de Laurence des Cars, a primeira mulher a dirigir o museu.

As investigações também revelaram um cenário diferente daquele normalmente retratado em grandes produções sobre roubos sofisticados.

Suspeitos surpreenderam investigadores

De acordo com informações divulgadas pela promotora responsável pelo caso, os quatro suspeitos presos não correspondiam ao perfil de criminosos altamente especializados.

Segundo a investigação, eles eram criminosos de pequeno porte oriundos dos subúrbios ao norte de Paris.

A imprensa francesa informou que os assaltantes cometeram diversos erros durante a fuga. Entre eles, deixaram para trás ferramentas e outros objetos utilizados no crime. Também não incendiaram o caminhão de mudança usado na operação.

Além disso, a joia considerada mais valiosa do conjunto roubado, a coroa da imperatriz Eugênia, feita de ouro, diamantes e esmeraldas, foi deixada para trás durante a fuga.

Mistério continua sem solução

Mesmo após quase oito meses de investigação e a prisão dos principais suspeitos, a localização das joias continua sendo um mistério.

Segundo os autores de O roubo do Louvre, o caso transformou-se em um quebra-cabeça que ainda desafia os investigadores.

A futura adaptação cinematográfica deverá explorar não apenas o assalto em si, mas também a intensa repercussão midiática que cercou o episódio e os detalhes da investigação apresentados no livro.

De acordo com a revista Vogue, o roteiro está sendo desenvolvido por Romain Gavras em parceria com Simon Jacquet e Mourad Winter, combinando elementos do roubo, da cobertura da imprensa e da busca pelas joias desaparecidas.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes