O dia em que JFK Jr. fez uma proposta indecente à Princesa Diana
Reunião realizada em Nova York tinha como objetivo convencer Diana a estampar a capa de uma revista

Dois dos nomes mais famosos dos anos 1990 se encontraram discretamente em um hotel de Nova York. Solteiros, jovens, admirados pela imprensa e constantemente perseguidos pelos holofotes, a princesa Diana e John F. Kennedy Jr. pareciam reunir todos os ingredientes para um romance digno das manchetes internacionais.
A realidade, porém, foi bem diferente.
O encontro, realizado em dezembro de 1995, tinha um objetivo profissional: Kennedy tentava convencer Lady Di a posar para a capa da revista George, publicação de política e estilo de vida que havia lançado naquele ano. A história e os bastidores da reunião são detalhados no livro The Kennedys and the Windsors, da escritora Caroline Hallemann, que explora as relações e os paralelos entre duas das famílias mais observadas do século XX.
Segundo a autora, Kennedy chegou ao encontro preparado para impressionar a princesa. Filho do presidente JFK e considerado um dos homens mais desejados dos Estados Unidos na época, ele carregava consigo diversas ideias para uma eventual sessão fotográfica.
Ensaio de Diana
Entre as propostas estavam imagens que misturavam política, simbolismo e cultura pop. Uma delas mostraria Diana usando um chapéu tricórnio semelhante aos utilizados durante a Guerra da Independência americana. Outra a retrataria dentro de uma limusine, parcialmente escondida atrás da janela do veículo, em uma tentativa de escapar dos fotógrafos.
O conceito acabaria ganhando um significado trágico anos depois. Em agosto de 1997, Diana morreu em Paris após o carro em que estava tentar fugir de paparazzi que perseguiam o veículo pelas ruas da capital francesa.
Apesar do empenho de Kennedy, a decisão da princesa já estava tomada antes mesmo da conversa começar. De acordo com Hallemann, Diana não queria associar sua imagem a uma revista ainda recente e cujo sucesso comercial permanecia incerto.
Mesmo conduzida por um integrante da lendária família Kennedy, a publicação ainda precisava provar sua relevância no mercado editorial. A autora reproduz no livro uma resposta cordial dada pela princesa ao editor:
Bem, você sabe, John, tudo isso é muito gentil. Obrigada. Mas espero que me perdoe por não aceitar a oportunidade desta vez. Talvez eu participe na edição de número 50 ou 100.”
Mas se Diana já pretendia recusar o convite, por que aceitou encontrá-lo?
Uma das explicações envolve a admiração que ela nutria por Kennedy. Segundo relatos de Patrick Jephson, então secretário particular da princesa, Diana via em John Jr. um exemplo de como lidar com a fama desde a infância.
Filho de um presidente assassinado e integrante de uma das famílias mais famosas dos Estados Unidos, Kennedy cresceu sob intensa atenção pública, mas parecia administrar a exposição de maneira equilibrada. Diana desejava que seus próprios filhos, os príncipes William e Harry, desenvolvessem habilidade semelhante.
Em conversa com a jornalista Tina Brown poucas semanas antes de sua morte, a princesa teria citado Kennedy como referência para o futuro de William: “Espero que ele cresça e seja tão inteligente ao lidar com isso quanto John Kennedy Jr”.
Mas existe uma versão mais divertida para o encontro. Segundo Jephson, Diana também teria aceitado a reunião porque sabia que John Jr. era uma espécie de paixão platônica de Sarah Ferguson, a duquesa de York. A ideia de encontrar o solteiro mais cobiçado dos Estados Unidos teria provocado uma certa dose de ciúme na cunhada, transformando o encontro em uma pequena travessura entre membros da família real.