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Marinheiros afogados em naufrágio voltam a ser ameaçados pelo mar após 200 anos

119 marinheiros morreram em acidente com o navio HMS Invincible na costa de Norfolk, em 1801

O HMS Invincible em batalha - Museu Marítimo Nacional

Em 1801, o navio HMS Invincible navegava para se juntar à frota de Horatio Nelson na Batalha de Copenhague. Mas um acidente acabou afundando a embarcação ainda na costa de Norfolk, na Inglaterra

Alguns dos corpos recuperados da vítimas foram resgatados e enterrados na igreja de Santa Maria em Happisburgh, a vila mais próxima do local do naufrágio.

No entanto, agora, mais de 200 anos depois, os restos mortais dos 119 marinheiros resgatados voltam a ser ameaçados pelo mar. 

Isso porque, segundo realata o The Guardian, a vala comum que abriga os marinheiros corre o risco de ser exumada para evitar que sejam expostos pela erosão costeira. As autoridade temem que o cemitério seja destruído pela erosão costeira nas próximas décadas.

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Possível exumação 

Sabendo do problema em potencial, o conselho distrital de North Norfolk (NNDC) fará um levantamento com radar de penetração no solo no cemitério, visando determinar o local exato da vala. 

A maioria das identidades dos marinheiros é desconhecida. Sabe-se apenas que eles estavam sob as ordens do capitão John Rennie. Um relato jornalístico da época relata que Rennie quase conseguiu abrigo em um bote salva-vidas: 

[Mas então], exausto, resignou-se calmamente ao seu destino. Levantando as mãos, como que a implorar a bênção dos céus… afundou sem mais resistência”.

O desastre

Segundo o The Guardian, o naufrágio foi ocasionado pelo piloto da embarcação, que ignorou diversos avisos sobre a presença de bancos de areia rasos ao largo da costa de Norfolk. 

O HMS Invincible contava com uma tripulação de 590 homens, sendo que apenas 190 deles sobreviveram. Muitos dos afogados foram encontrados na praia de Happisburgh e levados em carroças até a igreja para serem sepultados .

A vala comum permaneceu sem identificação até 1998, quando uma pedra foi colocada sobre ela com a inscrição bíblica: “E o mar entregou os mortos que nele havia”.

Jornalista de formação, curioso de nascença, escrevo desde eventos históricos até personagens únicos e inspiradores. Entusiasta por entender a sociedade através do esporte. Vez ou outra você também pode me achar no impresso!