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Arqueólogos identificam navio da Marinha Britânica de 1812 no Canadá

Naufrágio na Ilha Sable é finalmente identificado como o Swift, uma chalupa da Marinha Britânica que afundou durante tempestade em 1812

Destroços do navio Swift expostos nas areias da Ilha Sable, no Canadá, após uma forte tempestade em fevereiro de 2024 / Créditos: Divulgação / Parks Canada

Arqueólogos do Parks Canada confirmaram a identidade de um naufrágio revelado pelas dunas da Ilha Sable, no Canadá. Após meses de investigação, os especialistas afirmam que os restos pertencem ao Swift, uma chalupa da Marinha Real Britânica que afundou durante a Guerra de 1812.

A embarcação foi localizada em uma região remota, conhecida pelos bancos de areia traiçoeiros que já vitimaram centenas de navios.

Mistério revelado nas dunas

De acordo com informações da revista Smithsonian, o mistério começou a ser resolvido em 2024, quando uma tempestade expôs fragmentos de madeira e cobre. Segundo um comunicado oficial do Parks Canada, o metal continha a “seta larga”, símbolo da coroa britânica, e um carimbo de 1810.

Inicialmente, a equipe liderada por Rebecca Dunham suspeitou tratar-se do HMS Barbadoes, mas as dimensões reduzidas da estrutura indicaram outro caminho histórico.

Conforme detalhado pelo Chronicle Herald, o Swift fazia parte de um comboio sob o comando do Capitão Thomas Huskisson. O grupo transportava prata, açúcar e prisioneiros de guerra quando foi atingido por uma tempestade severa em setembro de 1812.

Segundo a Canadian Broadcasting Corporation, enquanto três navios encalharam na ocasião, apenas o Swift teve suas peças correlacionadas com precisão aos registros históricos após as escavações recentes.

Investigação e preservação histórica

A identificação foi consolidada após a análise da madeira, confirmada como cedro das Bermudas, material típico das embarcações menores daquela época.

A Ilha Sable, descrita pela CityNews como um “obstáculo enorme no oceano”, já registrou mais de 350 naufrágios desde 1583. A arqueóloga Rebecca Dunham destacou que esta é a primeira vez que peças de destroços na ilha são associadas a um naufrágio específico.

Para garantir a integridade do patrimônio, os pesquisadores documentaram as peças e as cobriram novamente com areia após a catalogação. O plano agora é manter o monitoramento constante do local para entender a rotina dos sobreviventes.

Dessa forma, os especialistas esperam que novas movimentações nas dunas revelem outros segredos deste comboio histórico no chamado “Cemitério do Atlântico”.


*Sob supervisão de Éric Moreira