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E se o cometa 3I/ATLAS caísse na Terra? Astrônomos explicam como seria

Cometa interestelar 3I/ATLAS passou perto do Sol, mas ficará muito distante da Terra; especulações destoam das evidências científicas

cometa 3l Atlas
Cometa 3I/ATLAS / Crédito: Divulgação/Hubble

O cometa 3I/ATLAS, nosso recente visitante interestelar, despertou grande atenção da comunidade científica e do público nos últimos tempos, mas não representa perigo algum para a Terra. Sua trajetória já foi bem mapeada e astrônomos garantem que ele passará a uma distância segura de cerca de 1,8 unidades astronômicas (aproximadamente 270 milhões de quilômetros).

Estudos de telescópios como o Hubble estimam que o núcleo do cometa tenha entre 440 metros e 5,6 km de diâmetro — um tamanho considerável, mas sua velocidade extremamente alta e a distância de aproximação tornam qualquer colisão com a Terra improvável.

Além disso, observações com o telescópio James Webb (JWST) revelaram que sua coma (a nuvem de poeira e gás ao redor do núcleo) é dominada por dióxido de carbono (CO₂), numa proporção incomum em comparação com a água, o que indica características físicas muito diferentes das de cometas típicos do Sistema Solar.

Há também debates sobre a aceleração não gravitacional desse objeto — porque ele parece mudar de velocidade de um modo difícil de explicar apenas por sublimação de gelo. Alguns cientistas mais especulativos, como Avi Loeb, levantaram hipóteses mais exóticas (como a possibilidade de ser algo artificial), mas a maioria dos astrônomos reforça a explicação natural, baseada em jets de gás e partículas.

Colapso do 3I/ATLAS

Se, por hipótese extremamente remota, esse cometa atingisse a Terra — algo que não está nos cenários reais segundo os dados atuais — o impacto seria catastrófico: estima-se que a energia liberada poderia atingir valores absurdamente altos por conta da combinação de seu tamanho e da enorme velocidade de entrada. Isso poderia provocar tsunamis, incêndios globais e até um “inverno de impacto” por suspensão de poeira na atmosfera, segundo simulações.

Os principais órgãos astronômicos — incluindo o Observatório Nacional brasileiro — descartam qualquer risco: o 3I/ATLAS não cruzará a órbita da Terra e seguirá sua rota de saída do Sistema Solar depois de sua passagem mais próxima do Sol.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.