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Aniversário da Apollo 11 reacende teorias da conspiração

Nas redes sociais, usuários voltaram a questionar a missão Apollo 11, que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à superfície lunar em 1969

Apollo 11
Emblemática fotografia de Buzz Aldrin na Lua, durante a missão Apollo 11 / Crédito: Getty Images

O aniversário de 57 anos da missão Apollo 11, celebrada em 20 de julho, voltou a alimentar teorias da conspiração nas redes sociais. Apesar do consenso científico sobre a chegada do homem à Lua em 1969, usuários de plataformas como o X publicaram mensagens alegando, sem apresentar provas, que Neil Armstrong e Buzz Aldrin nunca caminharam na superfície lunar e que toda a operação teria sido encenada pela NASA.

Especialistas ouvidos pelo Daily Mail, no entanto, afirmam que há um conjunto robusto de evidências que comprova a autenticidade da missão. Entre elas estão os equipamentos científicos deixados na Lua, as centenas de quilos de rochas lunares trazidas de volta à Terra e o vasto acervo de fotografias, vídeos e registros produzidos durante as missões Apollo.

Comprovações da Apollo 11

Segundo o astrônomo Greg Brown, do Observatório Real de Greenwich, uma das provas mais importantes é um refletor a laser instalado pela Apollo 11, que continua sendo utilizado até hoje para medir com extrema precisão a distância entre a Terra e a Lua. Além disso, imagens de alta resolução captadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter registraram os locais de pouso das missões Apollo, revelando inclusive equipamentos abandonados e pegadas preservadas no solo lunar, onde não há vento capaz de apagá-las.

Outro argumento apontado pelos cientistas são as cerca de 382 toneladas de amostras de rochas e poeira lunar trazidas pelas missões. O material foi distribuído para laboratórios de diversos países, incluindo nações que rivalizavam com os Estados Unidos durante a Guerra Fria, como Rússia e China. As análises identificaram composições minerais e isotópicas diferentes das encontradas na Terra, confirmando sua origem extraterrestre e contribuindo para o desenvolvimento de teorias sobre a formação da Lua.

Para Brown, a própria complexidade da missão também torna improvável qualquer hipótese de fraude. As viagens envolveram dezenas de milhares de profissionais, produziram mais de 8 mil fotografias, milhares de horas de gravações e transmissões de rádio acompanhadas por observadores independentes em diferentes países. Segundo o pesquisador, nenhuma evidência confiável de manipulação surgiu ao longo das últimas cinco décadas.

O astrônomo também rebate um dos argumentos mais populares entre os conspiracionistas: a ausência de estrelas nas fotografias tiradas na Lua. De acordo com ele, isso ocorre por limitações técnicas das câmeras da época, que precisavam ajustar a exposição para registrar corretamente os astronautas iluminados pelo Sol, tornando as estrelas praticamente invisíveis nas imagens. Para a comunidade científica, portanto, o conjunto de evidências acumulado ao longo de décadas confirma que a Apollo 11 levou, de fato, os primeiros seres humanos à superfície lunar.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.