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Zoológico do Bronx avalia enviar última elefanta de Nova York para santuário

Após morte de sua companheira, a elefanta Patty pode ser transferida do Zoológico do Bronx para uma reserva de três mil acres no Tennessee

Patty, elefanta asiática de 57 anos do Zoológico do Bronx, poderá ser transferida para um santuário de vida selvagem no Tennessee. Foto: Andrew Lichtenstein/Corbis via Getty Images.

A rotina da elefanta Patty, de 57 anos, pode estar prestes a mudar drasticamente após décadas vivendo na maior metrópole dos Estados Unidos. O Zoológico do Bronx, em Nova York, está avaliando a possibilidade de transferir o animal para um santuário de vida selvagem no estado do Tennessee. 

Conforme informações publicadas pelo veículo New York Post, Patty tornou-se a última elefanta do parque e de toda a cidade após a morte recente de sua antiga companheira de habitat, Happy, que precisou ser sacrificada em maio deste ano devido a complicações de saúde.

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Bem-estar em foco

A decisão sobre o destino da elefanta está sendo tratada com cautela pela administração do zoológico, que pertence à Wildlife Conservation Society. O diretor da instituição, Craig Piper, que também atua como vice-presidente interino de zoológicos e aquários da organização, afirmou que a prioridade total é o bem-estar do animal

Zoológico do Bronx – Foto: Getty Images

Em declaração oficial, Craig ressaltou que a equipe está focada em uma única questão: o que é melhor para Patty. No momento, especialistas em cuidados com elefantes já visitaram o “The Elephant Sanctuary”, em Hohenwald, para analisar se o espaço de três mil acres seria adequado para o mamífero idoso.

Histórico e desafios

A transferência não é isenta de perigos, já que o transporte de elefantes geriátricos envolve riscos físicos e psicológicos elevados. Patty vive no Bronx há mais de 50 anos e, segundo os cuidadores, apresenta boa saúde e interage bem com os funcionários. 

Um ponto curioso sobre sua história é que, embora vivesse no mesmo habitat que a elefanta Happy, as duas possuíam uma relação antagônica e foram mantidas separadas por uma barreira por vinte anos. No entanto, a socialização é considerada vital para a espécie, o que motiva a análise de um novo lar onde ela possa conviver com outros doze elefantes.

Foto da Happy, a elefante autoconsciente
Foto da Happy, a elefante autoconsciente – Créditos: Divulgação/Imagem/Instagram/@bronxzoo

Pressão por mudanças

O caso também atrai a atenção de ativistas que há anos defendem o fim da exibição desses animais em centros urbanos. De acordo com o veículo Gothamist, o diretor executivo do Nonhuman Rights Project, Christopher Berry, tem pressionado publicamente para que Patty seja enviada ao santuário. 

A organização liderada por Christopher é conhecida por ter movido processos judiciais tentando obter o status de pessoa para elefantes em cativeiro, visando sua libertação. O zoológico estima que uma definição final sobre a viagem de Patty pode levar até um ano, dependendo das avaliações veterinárias e da adaptação do animal aos planos de viagem.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Meu propósito é dar voz a narrativas.