Túmulo de soldado dos EUA morto por febre amarela em 1873 é descoberto
O túmulo do soldado morto por febre amarela foi descoberto por arqueólogos; o jovem militar precisou ser enterrado às pressas devido a um furacão

Pesquisadores do Parque Nacional Dry Tortugas descobriram o local de sepultamento original de um soldado do Exército dos Estados Unidos. O militar George Tupper morreu de febre amarela há 153 anos. Por conta da ameaça de um furacão na época, ele precisou ser enterrado emergencialmente dentro do Forte Jefferson.
A equipe encontrou a vala de Tupper em junho de 2024 usando um radar de penetração no solo. De acordo com informações da revista Smithsonian, o equipamento revelou a sepultura vazia durante preparativos para instalar uma nova torre de rádio.
Segundo um comunicado de Josh Marano, diretor arqueológico do projeto, a descoberta inédita permite homenagear devidamente os militares da região.
Além do túmulo vazio, o levantamento revelou diversos artefatos pessoais do século 19. Os arqueólogos acharam botões de porcelana, uma fivela de ferro e um botão oficial da União. Outrossim, os especialistas recolheram fragmentos de uma garrafa de sarsaparilla, antiga bebida medicinal bastante consumida na época.
A tragédia no forte
Em 1872, George Tupper deixou Massachusetts para servir no Forte Jefferson. Contudo, meses após o alistamento, um grave surto de febre amarela atingiu o local devido ao armazenamento inadequado de água. Conforme explicou o especialista Jeff Jannausch à jornalista Kat Long da revista Smithsonian, os condensadores a vapor atraíram os mosquitos causadores da crise sanitária.
Infelizmente, o militar sucumbiu à doença em outubro de 1873. Como a viagem ao cemitério da ilha vizinha era muito arriscada pelo clima adverso, seus colegas improvisaram uma cova de cal no pátio. Sendo assim, o jovem se tornou o único militar enterrado dentro dos muros daquele complexo.
Histórico da fortificação
Posteriormente, o corpo do soldado foi exumado e realocado para outro cemitério militar nacional. Vale ressaltar que o forte litorâneo também serviu como prisão de segurança máxima durante a Guerra Civil. Entre os detentos notórios estava Samuel Mudd, médico que tratou John Wilkes Booth após o assassinato do presidente Abraham Lincoln.
Apesar da condenação criminal, Mudd assumiu o hospital da base após a morte do médico oficial pela epidemia. Graças aos seus esforços incansáveis salvando vidas, ele acabou sendo perdoado pelo presidente Andrew Johnson em 1869. Por fim, o imponente forte foi abandonado definitivamente pelas forças armadas no ano de 1874.
*Sob supervisão de Éric Moreira