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Quarto onde Marilyn Monroe foi encontrada morta teria sido manipulado, segundo documentário

Novo documentário sobre Marilyn Monroe apresenta supostas evidências de que a atriz morta em 1962 teria sido assassinada

A estrela de Hollywood Marilyn Monroe - Getty Imagens

Um novo documentário produzido pelo TMZ apresentou supostas evidências que reforçariam a hipótese de que Marilyn Monroe, lendária atriz de Hollywood morta em agosto de 1962, teria sido vítima de assassinato. A produção, que recebeu o nome de “Celebrity Crime Scene: Marilyn Monroe”, questiona a versão oficial apresentada pelas autoridades, que diz que a estrela morreu em decorrência de uma overdose de medicamentos.

A atriz foi encontrada morta em sua residência e, conforme relatos, estava nua sobre a cama, segurando um telefone. Próximo ao corpo, estava um frasco vazio de Nembutal, um poderoso sedativo prescrito para tratar insônia que, quando cheio, teria contido cerca de 50 cápsulas. Nenhuma carta de despedida foi encontrada pelas autoridades. Agora, o documentário diz que a cena onde o corpo foi encontrado pode ter sido manipulada para encobrir as reais circunstâncias da morte da atriz e sustentar a hipótese de suicídio.

A produção, que utilizou análises complementadas por recursos de inteligência artificial, destaca que, na época, Marilyn Monroe mantinha relacionamentos com o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, e com seu irmão, o procurador-geral Robert Kennedy. Com o fim dos romances, porém, surgiram preocupações dentro de órgãos de segurança norte-americanos, já que pessoas próximas à atriz afirmavam que ela teria comentado informações confidenciais que supostamente ouvira dos irmãos Kennedy. Entre os rumores que circularam posteriormente estava a alegação de que Monroe teria tomado conhecimento de projetos governamentais sigilosos, incluindo operações relacionadas à recuperação de detritos espaciais.

Além disso, a americana aparecia em arquivos produzidos pelo então diretor do FBI, J. Edgar Hoover, que a descrevia como uma pessoa com simpatia por ideias de esquerda, o que, em plena Guerra Fria, despertava atenção das autoridades.

Supostas inconsistências

De acordo com o portal Monet, o documentário reúne o investigador aposentado Paul Holes, conhecido por sua participação na identificação do serial killer Golden State Killer, a analista criminal Alina Burroughs e ainda a jornalista especializada em crimes reais Kiki Monique. Juntos, eles analisam o material disponível sobre o caso e apontam inconsistências que, segundo eles, enfraquecem a conclusão oficial.

Entre os aspectos destacados está o estado dos lençóis da cama onde Monroe foi encontrada. Os especialistas argumentam que a aparência organizada do ambiente não seria compatível com uma morte causada por overdose. Outra observação diz respeito aos frascos de medicamentos, que teriam sido posicionados de forma a deixar seus rótulos claramente visíveis.

Paul Holes também chama atenção para uma terceira questão: embora o frasco de Nembutal estivesse vazio, não teriam sido encontrados vestígios das cápsulas no estômago da atriz durante a autópsia. Para ele, essa é uma das contradições mais relevantes do caso.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.