Peru repatria 169 artefatos históricos espalhados por 13 países
Ministro do Peru, Hugo de Zela, junto com o ministério da cultura consegue com ato mostrar liderança nacional contra tráfico de patrimônio cultural

No fim do mês de Março desse ano, o Ministro das Relações Exteriores Hugo de Zela junto da Ministra da Cultura Fatima Altabas, celebraram a repatriação de 169 artefatos histórico-culturais para o Peru.
Igualmente comemorado foi a posição de liderança que o país andino conquistou contra o tráfico ilegal internacional de patrimônio cultural. Sobretudo, a conquista foi fruto de um extenso trabalho diplomático em todo o mundo.
Diáspora cultural
Desde os primórdios da colonização os espanhóis já espoliavam obras e objetos culturais dos Incas para enviar até a Europa. No entanto, com o passar do tempo essa característica não mudou. Até metade do século passado, exploradores danificavam estruturas históricas a fim de levar para casa um pedaço da viagem.
Dessa forma, desde símbolos mais antigos que a Universidade de Oxford até cartas de generais de guerras pós independência, foram retiradas do país. Ou seja, rastros materiais e imateriais da história da nação peruana escoavam pelos mares e rios.
Porém, com os recentes movimentos nacionais de valorização da pátria e da história cultural que a ela pertence. Surgiu a necessidade de recaptação dos patrimônios culturais nacionais.
Esses pertences, para além da história do país, fazem parte da identidade de cada indivíduo da nação, seja por aspectos históricos, culturais, sociais ou até mesmo religiosos.
A Repatriação
Assim, diante dessa necessidade social e cultural que se criou nas últimas décadas, o ministério das relações exteriores, junto ao ministério da cultura, do Peru articula suas potências internacionais para pressionar a devolução dos itens.
Segundo a Agência Peruana de Notícias, esses 169 itens são frutos de esforços diplomáticos na Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Suíça e até mesmo da Turquia.
Durante a celebração de recebimento dos artefatos, os líderes de ministério destacaram que 74% dos itens correspondiam à devoluções voluntárias, exemplo de diplomacia eficaz.
Chocou todos os presentes os dados de que das 1.753 peças culturais repatriadas desde 2023, mas que dessas, 1.000 são apenas de 2025. Prova do esforço recente depositado sobre a causa.